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Licença-Maternidade: Entenda as regras para ter direito

Licença-maternidade: conheça todas as regras, benefícios, proteções legais e direitos trabalhistas para garantir seu afastamento seguro.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Licença-maternidade

A licença-maternidade é um direito fundamental para todas as trabalhadoras que se tornam mães, garantindo suporte durante uma das fases mais importantes da vida familiar. Com o objetivo de proteger a saúde da mãe e do recém-nascido, esse benefício assegura o afastamento do trabalho sem prejuízo de remuneração e outros direitos. Neste artigo, vamos detalhar como funciona a licença-maternidade, quem tem direito e quais os benefícios envolvidos.

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O que é a licença-maternidade?

A licença-maternidade é um benefício concedido a trabalhadoras que precisam se afastar temporariamente de suas atividades profissionais devido ao nascimento de um filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Esse afastamento é garantido por lei e tem como principal objetivo assegurar que a mãe tenha tempo para se recuperar do parto e cuidar do recém-nascido, além de garantir a saúde de ambos.

O período de licença-maternidade geralmente é de 120 dias (ou cerca de quatro meses), iniciando a partir de até 28 dias antes do parto ou após a alta hospitalar da mãe. Em casos de adoção ou guarda judicial, o prazo é o mesmo. Situações como natimorto ou aborto espontâneo também podem gerar direito à licença, com duração variável conforme a situação.

Quem tem direito?

Mulher grávida segurando um porquinho de moeda. INSS
Imagem: Velishchuk Yevhen / shutterstock.com

Todas as trabalhadoras formais têm direito à licença-maternidade, incluindo as que atuam sob o regime CLT. Além disso, o benefício se estende a trabalhadoras domésticas, seguradas do INSS e autônomas que contribuem para a Previdência Social.

Em casos de adoção de menor de idade ou guarda judicial para adoção, o direito também é garantido por 120 dias. Isso reflete o reconhecimento da importância de um período de adaptação e cuidados tanto para a mãe quanto para a criança adotada.

Como funciona o salário-maternidade?

Durante o período de afastamento, a mãe recebe o salário-maternidade, que é pago pela Previdência Social (INSS) ou pela própria empresa, conforme a natureza do vínculo empregatício. Esse valor é equivalente ao salário integral da trabalhadora, garantindo que ela não tenha prejuízo financeiro durante a licença.

Para solicitar o salário-maternidade, a trabalhadora deve fazer o pedido ao INSS ou à empresa onde trabalha, dependendo de seu regime de contratação. No caso de trabalhadoras autônomas, o benefício é diretamente solicitado ao INSS.

Benefícios adicionais garantidos pela licença-maternidade

Além do direito ao afastamento remunerado, a licença-maternidade oferece diversas proteções para as trabalhadoras:

  • Estabilidade no emprego: A trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa desde o momento em que se afasta até cinco meses após o parto. Isso assegura que a mãe tenha tempo de se reorganizar antes de retomar suas atividades profissionais.
  • Dispensa para consultas e exames: Durante a gravidez, a gestante tem direito de ser liberada do trabalho para a realização de seis consultas médicas e exames essenciais para o acompanhamento pré-natal, sem que essas ausências gerem descontos no salário.
  • Pausas para amamentação: Após o retorno ao trabalho, a mãe tem direito a duas pausas de 30 minutos durante a jornada de trabalho para amamentar o bebê, até que ele complete seis meses de idade.

Direitos em caso de adoção

O benefício da licença-maternidade também é concedido em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

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Nesses casos, o prazo de 120 dias também se aplica, garantindo que a mãe adotante tenha o mesmo período para cuidar da criança e garantir sua adaptação.

Estabilidade e proteções legais

Um dos principais direitos garantidos pela licença-maternidade é a estabilidade no emprego. A trabalhadora tem assegurado que não poderá ser demitida sem justa causa desde o início da licença até cinco meses após o parto. Isso proporciona uma segurança importante para que a mãe possa se concentrar nos cuidados com o bebê, sem preocupações sobre o retorno ao trabalho.

Além disso, a legislação brasileira garante que as gestantes não sofram nenhum tipo de desconto em seus direitos trabalhistas durante a licença, seja para a realização de consultas médicas ou por conta do afastamento propriamente dito.

Considerações finais

mãe segura no colo seu bebê recém-nascido
Imagem: KieferPix / shutterstock.com

A licença-maternidade é uma conquista importante para as mulheres no Brasil, assegurando que elas possam passar por esse momento tão especial com a devida segurança e suporte financeiro.

Seja em casos de parto, adoção ou situações de emergência, como aborto ou natimorto, o benefício visa garantir que a saúde e o bem-estar da mãe e da criança sejam priorizados.

Imagem: Ground Picture / Shutterstock.com

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Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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