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Livro revela lista de bilionários nazistas

Em seu livro, o autor de origem judaica denuncia que o nazismo rendeu uma fortuna a muitos, que até hoje é usufruída.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Centenas de pessoas fazendo saudações nazistas durante uma reunião com Adolf Hitler

O pensamento eugenista da ideologia nazista fez com que um grupo de pessoas fosse injustiçado durante o regime de Adolf Hitler. Entre eles, judeus, mulheres, negros, homossexuais, ciganos, artistas, socialistas, comunistas, líderes de sindicatos, pessoas com outras ideologias religiosas e sociais democratas. 

Contudo, o mesmo holocausto que resultou em mais de 6 milhões de mortes apenas de judeus, também resultou num poder econômico de quem apoiava esse regime. É sobre isso que o livro “Bilionários Nazistas” trata.

“Bilionários Nazistas” foi escrito pelo holandês de origem judaica que é repórter investigativo e historiador, David de Jong.

Resumidamente, a obra que revela a lista de bilionários nazistas conta como as dinastias mais poderosas financeiramente do Estado alemão acumularam montantes de dinheiro e poder em troca do apoio o nazismo. 

“Bilionários Nazistas”: uma obra que exigiu coragem

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi um acontecimento histórico relativamente recente se vista do ponto de vista de períodos históricos. O assunto é amplamente estudado por historiadores, e as pesquisas já revelam muitos dados acerca de suas consequências. 

No entanto, quanto à economia relacionada ao holocausto, ainda não houve muitas explorações. Por este motivo, a obra de Jong representa um marco no estudo da Segunda Guerra Mundial. Em seu subtítulo, o autor descreve a história como “A tenebrosa história das dinastias mais ricas da Alemanha”.

Como essa história é contada?

A história sobre os bilionários nazistas começa a ser contada por Jong a partir do momento em que Hitler está há 3 semanas no cargo de chanceler.

Durante uma reunião com grandes empresários milionários, Hitler disse que o investimento em seu regime seria uma maneira de apoiar a eles mesmos e às suas respectivas empresas e fortunas. 

Hitler fez esse discurso porque, naquele momento, o partido nazista estava falido. No dia seguinte, 21/02/1933, o responsável pela propaganda nazista, Joseph Goebbels, escreveu em seu diário que o partido tinha 3 milhões em caixa e que o trabalho seria divertido. 

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O que aconteceu com os que investiram no nazismo? 

Muitos fatos são expostos no livro de Jong. Por exemplo, os milionários, ao invadirem companhias concorrentes judaicas, “ganhavam” escravos poloneses e ucranianos. A indústria automobilística, o aço e o setor químico são exemplos de mercados rentáveis que abasteciam a guerra.

Era justamente nesses setores que os empresários faziam seus investimentos. Além da ideologia nazista ser um pensamento comum entre Hitler e esses empresários, o cenário era propício a um bom negócio. Portanto, esses investidos, a grosso modo, uniram o útil ao agradável. 

Por fim, o livro denuncia que os EUA contribuíram para que esses bilionários nazistas saíssem, praticamente, impunes diante do crime de financiamento do regime. Portanto, até hoje, eles e seus herdeiros lucram às custas do que foi o nazismo. 

Imagem: Everett Collection / Shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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