Uber Moto é suspenso em São Paulo
O veto das atividades de motociclistas no aplicativo de carona partiu de decisão tomada em reunião entre o Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) e representantes do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Durante a assembleia, foi solicitada a apresentação de uma proposta formal da prestação do serviço.
Desse modo, será necessário que a atividade seja detalhada e a segurança comprovada na prestação de serviço do Uber Moto. O governo municipal alega preocupação com o aumento do número de acidentes, já que são os motociclistas a maioria das vítimas fatais do trânsito da capital paulista.
A proposta do serviço Uber Moto era de que as tarifas fossem 25% mais baratas em comparação com a modalidade mais em conta das caronas de carros, o Uber X.
Cidade já teve lei que proibiu a atividade de mototaxistas
A opção alternativa de transporte faz sucesso em diferentes localidades do país, seja por ser uma forma de driblar o trânsito, ou pelos serviços ineficientes de transporte público. Para a cidade de São Paulo, a opção do Uber Moto era muito aguardada entre os usuários.
Apesar disso, o debate sobre a proibição do serviço é antigo. Ainda em 2018, durante o governo de Bruno Covas (PSDB), o prefeito sancionou uma lei que proibiu as atividades dos chamados mototáxis. No entanto, no ano seguinte, a lei foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por ser considerada inconstitucional.
Atualmente, com o prefeito Ricardo Nunes, apesar de não haver regulamentação, a prefeitura tem como meta a diminuição do número de acidentes fatais no trânsito da cidade de 6,5 para 4,5 mortes a cada 100 mil habitantes.
Imagem: Divulgação/Uber