Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Luiz Barsi revela os bancos que turbinaram sua renda além do Banco do Brasil

Luiz Barsi, o “rei dos dividendos”, mantém posições em Banco do Brasil, Banrisul, Santander e Bmg. Conheça sua estratégia.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
luiz barsi

O nome de Luiz Barsi é praticamente sinônimo de dividendos no mercado financeiro brasileiro. Investidor de longo prazo, ele se consolidou como referência ao transformar uma estratégia baseada em reinvestimento de proventos em um patrimônio multimilionário. Reconhecido como o “rei dos dividendos”, Barsi é o investidor pessoa física mais famoso da B3 (B3SA3), e há décadas carrega em sua carteira uma posição relevante no Banco do Brasil (BBAS3).

Mas, embora o Banco do Brasil seja um dos pilares de seu portfólio, não é o único banco presente em sua estratégia. Durante o AGF Day, realizado em São Paulo, Barsi revelou participações em outras instituições financeiras, todas com o mesmo propósito: garantir renda recorrente por meio do pagamento de dividendos.

Leia mais:

BBAS3: Banco do Brasil anuncia corte na distribuição de dividendos; entenda

bbas3
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Banrisul: estabilidade mesmo em meio a desafios climáticos

Dividendos trimestrais e relevância regional

Segundo Barsi, o Banrisul (BRSR6) corresponde a cerca de 2% de sua carteira de investimentos. O banco estadual do Rio Grande do Sul, apesar de enfrentar constantemente os efeitos de estiagens e enchentes na região, mantém uma política consistente de distribuição de dividendos.

“Não é maior nem melhor que o Banco do Brasil, mas ele me paga dividendos trimestrais, coisa que o Banco do Brasil não paga”, afirmou o investidor.

Um dos últimos bancos estatais

Atualmente, o Banrisul é um dos poucos bancos estatais ainda em operação no Brasil — apenas cinco permanecem nesse formato. Essa característica reforça sua importância no ecossistema financeiro gaúcho e garante a Barsi uma fonte previsível de renda periódica.

Santander: compromisso internacional e disciplina nos dividendos

Distribuição trimestral consistente

Outro banco que figura no portfólio do investidor é o Santander (SANB11). Embora não tenha a mesma robustez de balanço do Banco do Brasil, o banco espanhol mantém uma prática regular de pagar dividendos trimestrais.

Para Barsi, isso é uma vantagem importante:

“O Santander tem o compromisso de mandar dinheiro para a Espanha. Já o Banrisul tem o compromisso de suprir os seus acionistas.”

Complemento estratégico

Essa constância de distribuição ajuda a compor a renda recorrente de sua carteira, reforçando a importância da diversificação entre instituições financeiras, independentemente do porte.

Bmg: crédito consignado e aposta digital

Banco BMG
Imagem: rafapress/shutterstock.com

Participação de 2% no portfólio

Além de BBAS3, Banrisul e Santander, Barsi também mantém uma participação de cerca de 2% no Banco Bmg (BMGB4). Tradicional no segmento de crédito consignado, o banco mineiro tem buscado expandir sua atuação no setor digital, ampliando seu alcance junto a diferentes públicos.

Diversificação com foco em proventos

Para Barsi, o Bmg reforça a lógica de que a consistência nos dividendos é mais relevante do que a escolha de grandes nomes:

“O ideal, como eu sempre digo, é ser pequeno dono de um grande negócio.”

Esse raciocínio mostra que, para o investidor, instituições menores também podem compor uma carteira sólida de renda recorrente, desde que mantenham compromisso com a distribuição de lucros.

Banco do Brasil: o pilar da carteira de Barsi

Crises superadas e solidez atual

Apesar das oscilações recentes, como a queda dos lucros e a suspensão de dividendos em um trimestre, Barsi mantém confiança no Banco do Brasil (BBAS3). Ele relembra que a instituição já enfrentou momentos críticos, como em 1994, quando precisou de apoio governamental para evitar a quebra.

“Hoje, a estrutura funcional do banco é diferente. Existem mecanismos que impedem a repetição daqueles erros. Por isso, considero que o Banco do Brasil é um papel que pode ser comprado”, afirmou.

Valor patrimonial e deságio de mercado

Barsi também destacou que o valor patrimonial por ação do BB supera os R$ 30, enquanto os papéis são negociados na faixa de R$ 21 a R$ 22. Para ele, essa discrepância revela um pessimismo exagerado do mercado:

“Acredito que seja apenas uma fase. Em dois trimestres, provavelmente, o banco volte a entregar os mesmos resultados.”

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A filosofia de reinvestir dividendos

O efeito bola de neve

Mais do que escolher ações específicas, a estratégia de Barsi se baseia em reinvestir todos os dividendos recebidos. Ao longo dos anos, ele usou os proventos pagos por suas empresas para comprar mais ações das próprias companhias, ampliando sua participação sem necessidade de novos aportes massivos.

“Grande parte dessas participações me foi proporcionada pelas próprias empresas, porque elas pagaram dividendos e, com esse dinheiro, eu comprei mais ações.”

Esse é o chamado efeito “bola de neve”, no qual os dividendos aumentam progressivamente com o tempo, alimentando o crescimento do patrimônio.

O papel dos bancos na estratégia de Barsi

Por que instituições financeiras?

Os bancos ocupam uma posição estratégica no portfólio de Barsi porque têm histórico de lucros consistentes, forte regulação e tradição no pagamento de proventos. Para investidores de longo prazo, essa previsibilidade é um ativo valioso.

Além disso, o setor bancário responde bem a cenários de crescimento econômico e mantém resiliência mesmo em tempos de crise, ainda que com oscilações.

A visão de longo prazo

Dividendos
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Oscilações são parte do jogo

Um dos pontos centrais defendidos por Barsi é que eventuais quedas nos resultados ou suspensões temporárias de dividendos não invalidam a estratégia de longo prazo. Para ele, o investidor deve manter posições sólidas em empresas resilientes, focando no horizonte de décadas.

Construção de riqueza

Seu método, aplicado desde a década de 1960, transformou dividendos em fortuna. A lógica é simples: ser sócio minoritário de grandes negócios, acumular ações ao longo do tempo e deixar que os dividendos façam o trabalho de compor patrimônio.

Foto: PK Filmes

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados