Na última segunda-feira (6), o Ministério das Relações Exteriores confirmou a viagem do presidente Lula para a China no final de março. Apesar de confirmar que o embarque será na última semana, o Itamaraty não confirmou a data exata.
Lula fará viagem à China em breve: entenda o motivo
No fim de março, presidente Lula viajará para a China para discutir assunto muito importante. Saiba mais detalhes sobre o tema.
Essa é a primeira viagem oficial do presidente eleito para o país que se estabelece como um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
De acordo com as informações do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula pretende reunir-se com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir sobre acordos comerciais entre China e Brasil. Contudo, também aproveitará a oportunidade para discutir sobre a guerra da Ucrânia.
Vice-presidente de Lula recebe embaixador da China
Em fevereiro deste ano, Geraldo Alckmin confirmou um encontro com representantes da China, dentre eles, o embaixador Zhu Qingqiao. Em suma, o político explicou que a reunião se deu para “discutir as relações entre Brasil e China”, mas que também utilizaram a oportunidade para falar sobre a futura viagem de Lula a Pequim.
Qingqiao assumiu o cargo em outubro de 2022, mas essa não é a sua primeira experiência no Brasil. O novo embaixador atuou em diversos cargos diplomáticos no território brasileiro entre 1996 e 2003. Além disso, regressou ao país em 2009, como ministro-conselheiro, ficando até 2014.
Seu antecessor, Yang Wanming, deixou o post em fevereiro de 2022, após contínuos atritos com a família Bolsonaro. Por duas vezes, em 2020, o governo anterior pediu a sua saída de maneira sigilosa, mas a China recusou a solicitação.
Os atritos com o antigo embaixador foram resultado de declarações feitas por Eduardo Bolsonaro, que acusava a China de utilizar a tecnologia 5G como método de espionagem e de ser a culpada pela pandemia de Covid-19.
Debate sobre a guerra da Ucrânia
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Além de discutir negócios comerciais, Lula pretende ir até a China para pedir o apoio dos chineses na negociação de paz entre russos e ucranianos.
Possivelmente, a medida é uma tentativa de o presidente atender ao pedido de ajuda do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que busca apoio para um plano de paz entre os dois países. O acordo apresentado até então tem vasto apoio das nações europeias, principalmente da França.
Assim, o governo brasileiro se mostra diplomático, apoiando um tratado de paz, mas com maior foco em resolver questões internas.
Imagem: Lula Marques / Agência Brasil
