O Itamaraty emitiu nota oficial na data de ontem (3), em que se posicionou de maneira contrária à do governo Bolsonaro (PL) em relação aos conflitos no Oriente Médio.
Lula faz duras críticas a Israel, país apoiado pelo governo Bolsonaro; entenda!
As críticas do Ministério das Relações Exteriores a Israel abre uma nova forma de pensar sobre o conflito no Oriente Médio. Confira!
Isso porque, de acordo com a publicação feita na página do Ministério das Relações Exteriores, a indicação é do retorno de uma postura mais tradicional sobre o assunto. Confira o teor da nota e como foi a recepção das críticas do governo Lula (PT) a Israel.
Brasil reitera na nota o compromisso com uma solução pacífica
Segundo o conteúdo da nota, o governo brasileiro se posiciona favorável à Palestina e Israel conviverem em paz, segurança e dentro das fronteiras acordadas internacionalmente.
O motivo da declaração foi a preocupação da chancelaria brasileira com a incursão do Ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, na manhã de terça-feira (3).
Na ocasião, parte do mundo árabe protestou e o fato desencadeou novo debate sobre a questão dos palestinos na região da Terra Santa.
Política internacional do governo Bolsonaro era favorável a Israel
O primeiro comunicado do Ministério das Relações Exteriores do governo Lula já mostra uma mudança na postura adotada por seu antecessor.
Afinal, os 4 anos do governo Bolsonaro evitou críticas a Israel. Além disso, se aproximou da extrema direita do país e apoiou publicamente a mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.
Houve inclusive votações na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em que apenas o Brasil prestou solidariedade às ações do governo de Israel.
Pontos importantes da nota do governo brasileiro
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Vale a pena destacar dois tópicos que enfatizam a nova postura do governo do Brasil diante do conflito entre Palestina e Israel.
Primeiramente, quando cita que o Brasil “considera fundamental o respeito aos arranjos estabelecidos pela Custodia Hachemita da Terra Santa”. Neste caso, ele trata do acordo de paz firmado em 1994.
Por fim, o Itamaraty cita a alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém como uma violação do “dever de zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz”.
Imagem: Dan Josephson | shutterstock
