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Meio/Ideia: Lula tem 48,5% contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 3 min de leitura
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Uma nova pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto Meio/Ideia indica vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes cenários de segundo turno para a eleição presidencial de 2026.

O levantamento mostra que Lula aparece numericamente à frente nas três simulações estimuladas apresentadas aos entrevistados, incluindo disputas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD-GO) e o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, do partido Missão.

Os resultados fazem parte de uma pesquisa realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 1.500 eleitores. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04579/2026.

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Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Lula lidera cenário contra Flávio Bolsonaro

No principal cenário avaliado pelo levantamento, envolvendo uma disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente aparece com 48,5% das intenções de voto.

O senador Flávio Bolsonaro registra 43% das preferências dos entrevistados. Outros 4% declararam que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,5% afirmaram ainda não saber qual candidato escolher.

O resultado representa uma diferença de 5,5 pontos percentuais entre os dois nomes considerados na simulação.

Ao analisar a evolução histórica apresentada pelo instituto, a pesquisa aponta uma trajetória de crescimento de Lula nas últimas medições. Já Flávio Bolsonaro apresentou oscilações dentro da margem de erro ao longo da série.

Cenário eleitoral entre Lula e Ronaldo Caiado

A pesquisa também simulou uma disputa entre Lula e Ronaldo Caiado. Nesse cenário, o presidente aparece novamente na liderança.

O levantamento indica Lula com 48,5% das intenções de voto, enquanto Caiado alcança 40%.

Os eleitores que disseram votar em branco ou nulo representam 7% do total. Já aqueles que não souberam responder somam 4,5%.

O resultado mostra uma diferença maior entre os dois nomes quando comparado ao cenário com Flávio Bolsonaro.

Caiado, que governou Goiás e posteriormente passou a ser citado como possível nome para a disputa presidencial, aparece como uma das alternativas avaliadas no campo da oposição.

Disputa contra Renan Santos tem maior diferença

Outro cenário testado pelo instituto envolveu um eventual confronto entre Lula e Renan Santos, representante do partido Missão.

Nesta simulação, Lula aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Renan Santos registra 34,7%.

A parcela de entrevistados que declarou voto branco ou nulo chega a 10,3%. Outros 6,9% afirmaram não saber qual candidato escolher.

A diferença entre os dois nomes neste cenário é de 13,3 pontos percentuais.

Como interpretar pesquisas eleitorais antes da eleição

Pesquisas de intenção de voto realizadas antes do período oficial de campanha eleitoral representam um retrato momentâneo da preferência dos eleitores e não determinam o resultado de uma eleição.

Especialistas costumam destacar que cenários eleitorais podem sofrer alterações ao longo do tempo devido a fatores como:

  • desempenho dos governos;
  • mudanças econômicas;
  • acontecimentos políticos;
  • definição das alianças partidárias;
  • exposição dos candidatos durante a campanha.

No Brasil, levantamentos eleitorais precisam seguir regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, incluindo registro prévio, divulgação de metodologia e informações sobre o instituto responsável.

Registro no TSE e metodologia da pesquisa

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(Foto: Luiz Roberto/TSE)

Segundo as informações divulgadas pelo instituto Meio/Ideia, a pesquisa foi realizada com recursos próprios.

Foram entrevistadas 1.500 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026. O levantamento considera uma margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

O registro no TSE permite que eleitores, partidos e instituições tenham acesso às informações metodológicas do estudo, como questionário aplicado, período de coleta e responsável técnico.

A transparência desses dados é uma exigência para pesquisas eleitorais divulgadas publicamente no Brasil.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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