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Lula toma atitude impopular e gera grande apreensão

Presidente Lula assinou dois decretos, na última quarta-feira, que mudam regras importantes para os brasileiros. Confira mais sobre o assunto

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
Presidente lula com expressão de preocupação

Os dois decretos assinados ontem (5) pelo presidente Lula (PT) repercutiram de forma preocupante no mercado. Na prática, os documentos flexibilizam o marco legal do saneamento básico, sancionado no ano de 2020, e concedia maior espaço para a iniciativa privada explorar os serviços de água e esgoto.

Até o momento, aconteceram 21 leilões de concessão no segmento. Em números, significa R$ 82 bilhões de investimentos em 244 municípios de todo o Brasil. Contudo, mesmo metade da população brasileira ainda sem acesso a esgoto tratado, as mudanças dos decretos foram recebidas negativamente pelo setor privado. Entenda o caso.

O que muda no marco do saneamento com os decretos de Lula

De modo geral, a nova regulamentação que Lula assinou altera regras legais. Ou seja, ela pode gerar insegurança jurídica no setor e atrasar os investimentos. Afinal, a maior parte do saneamento brasileiro ainda é de responsabilidade de empresas públicas estaduais e o marco propunha ampliar a concorrência e infraestrutura dos serviços.

Entretanto, antes da assinatura do decreto, os contratos em 1.113 municípios foram considerados irregulares e, por isso, não poderiam receber verba do Governo Federal. Além disso, havia o limite de 25% para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPP).

Na nova regulamentação, foi ampliado o prazo para adequação dos contratos vigentes e houve o fim do limite da PPP.

De acordo com o ministro das Cidades, Jader Filho, as agências reguladoras acompanharão o cumprimento das metas, tanto de empresas públicas quanto privadas. “ As companhias que não cumprirem as metas não receberão recursos públicos”, informou o ministro de Lula.

Estatais poderão atuar sem licitação até se ajustarem às novas exigências

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Dentre a maior polêmica dos decretos, está o fato de que as empresas estatais poderão dar continuidade à prestação de serviços com dispensa de licitação até 2033. Isso porque esse é o prazo final proposto pela legislação para a universalização do saneamento no país.

Segundo Lula, o cumprimento da meta de 99% de cobertura de água e esgoto no país ainda depende da ampliação de investimentos. Afinal, nos últimos cinco anos, o valor médio anual gasto por cidadão foi de R$ 82, quando deveria ser próximo a R$ 200. “O importante é que a população tenha acesso ao serviço, independentemente de quem vai prestá-lo”, afirmou o presidente.

Imagem: Marcus Mendes / Shutterstock.com

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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