Na última terça-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. Logo, a votação contou com 6 votos a favor dos atuais ministros e 3 contra. Porém, o resultado terá sua proclamação em uma sessão posterior.
Maconha liberada? STF descriminaliza porte para consumo próprio, entenda
Os ministros do STF formaram maioria para a descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal. Saiba mais!
Sendo assim, esta decisão não implica uma liberação total do consumo de entorpecentes, mas reconhece que o porte para consumo próprio não ter seu tratamento como crime, embora continue sujeito a sanções administrativas. Continue a leitura para mais informações!
O que significa a decisão do STF?

A maioria formada pela Corte argumentou que o artigo 28 da Lei de Drogas, que até então previa penalidades para o porte de drogas para uso pessoal, é inconstitucional. Isso significa que, sob a perspectiva penal, não se pode mais considerar crime o porte de maconha destinado exclusivamente ao consumo do indivíduo. Confira abaixo como se deu a votação dos ministros do STF:
- Votaram a favor da descriminalização:
- Gilmar Mendes;
- Luís Roberto Barroso;
- Rosa Weber (aposentada);
- Cármen Lúcia;
- Dias Toffoli;
- Alexandre de Moraes;
- Edson Fachin.
- Votaram contra:
- Cristiano Zanin;
- Nunes Marques;
- André Mendonça.
Contudo, isso não implica que o consumo de maconha esteja “liberado geral”, como pontuou o ministro relator, Gilmar Mendes. As atividades relacionadas à posse ainda são consideradas atos ilícitos administrativos. Logo, isso implica em penalidades não criminais, como advertências e obrigações de frequência a programas educativos.
Como fica a situação dos usuários e do tráfico?
Essencialmente, o STF não estabeleceu um critério fixo para diferenciar o usuário do traficante, deixando a questão em aberto para futuras regulamentações pelo Congresso Nacional. Até lá, cabe ao sistema judiciário avaliar individualmente cada caso, considerando a quantidade de droga apreendida e o contexto de sua detenção. Assim, os ministros ainda irão estabelecer essa quantidade.
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Por fim, essa diferenciação é crucial para que não haja injustiças na aplicação da lei, em que indivíduos com pequenas quantidades, claramente destinadas ao uso pessoal, possam ser erroneamente categorizados como traficantes.
Imagem: Fellip Agner / Shutterstock.com
