Disputa entre o Magalu e os antigos donos do Kabum vira caso de polícia. Na última terça-feira (28), os irmãos Leandro e Thiago Ramos fizeram um Boletim de Ocorrência (BO) contra a empresa de Luiza Trajano. No documento, os dois acusam a varejista de apropriação indevida de documentos e pertences.
O Kabum é um e-commerce especializado em produtos de tecnologia que pertence ao Magazine Luiza. A compra foi feita em 2021, e os irmãos receberam R$ 3,5 bilhões no negócio. Apesar de não serem mais os donos, continuaram atuando como diretores da empresa.
Recentemente, um representante do Magalu comunicou a suspensão indeterminada dos contratos de trabalho dos dois diretores. Assim, os notebooks usados para as atividades profissionais foram retidos pela varejista.
Magalu vs Kabum
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, os diretores afastados e o Magazine Luiza entraram em um acordo. Os aparelhos seriam entregues depois que fosse feito um backup de todas as informações deles. Contudo, durante o processo, a polícia e advogados teriam chegado e pedido a devolução imediata dos notebooks.
A relação entre os irmãos Ramos e o Magalu começou a azedar no início da semana, quando o Valor Econômico publicou que os antigos donos do Kabum estavam acusando o Itaú BBA de conflito de interesses. O banco foi o responsável por intermediar a venda do e-commerce.
Os advogados de Leandro e Thiago Ramos dizem que a instituição deliberadamente sabotou outras negociações para “forçar” seus clientes a fecharem a venda com o Magalu. Entretanto, as afirmações se baseiam em indícios e suspeitas. Até o momento, não existem provas que comprovem a má atuação do banco ou da varejista.
Resposta da varejista
Perguntados sobre o acontecido, representantes do Magalu disseram apenas que os notebooks pertencem ao Kabum, consequentemente, a sua empresa controladora. Já o Itaú BBA contesta todas as acusações feitas e afirma que os irmãos não têm provas para sustentar as suas acusações.
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