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Mais uma grande varejista entra em crise; dívidas passam de R$ 240 milhões

Crise nas varejistas: empresa entra em crise com dívidas que ultrapassam a casa dos R$ 240 milhões; entenda melhor o que aconteceu.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Imagem de interior de loja de roupas

Mais uma das grandes varejistas do Brasil causou preocupação nesta semana ao anunciar que está enfrentando problemas financeiros com dívidas que chegam à casa dos R$ 244,5 milhões. 

Trata-se da Amaro, uma marca conhecida pela venda de peças de roupas. Segundo informações divulgadas pela Agência Estado, a varejista teria feito a solicitação de recuperação judicial, conseguindo mais tempo para negociar as suas dívidas com os seus credores.

Ainda de acordo com as informações divulgadas pela agência de notícias do Estadão, a varejista tem cerca de R$ 151,8 milhões em dívidas com instituições bancárias e aproximadamente R$ 92,8 milhões com fornecedores.

O que a varejista alega?

A crise envolvendo a Amaro parece não ser momentânea e parece que ainda deve chegar longe. Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, a empresa estaria buscando compradores e já teria chegado a sondar o Mercado Livre para entender se eles teriam interesse em adquirir a marca.

Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo jornal, a Arezzo (ARZZ3) e a Soma (SOMA3) também teriam sido procuradas, mas também não teriam demonstrado interesse em comprar a rede de lojas.

Mesmo buscando possíveis compradores, a Amaro estaria tentando se reestruturar financeiramente com o auxílio de consultores. Vale destacar que a empresa está seguindo um caminho similar ao da Marisa (AMAR3) e Tok&Stok, que também enfrentam dificuldades financeiras em meio a alta de juros. 

Recuperação judicial

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Além do pedido de recuperação judicial, a companhia ainda solicitou que o pedido seja atendido de forma rápida, já que as ações que estão correndo contra a Amaro colocam em risco as atividades exercidas pela empresa, podendo levá-la à falência ou ao seu despejo.

No pedido, a Amaro pede que essas ações contra a empresa sejam paralisadas por ao menos 180 dias, para dar a ela possibilidade de se reestruturar.

Imagem: Fiphoto / shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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