Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Malware bancário: Whatsapp é o novo alvo para roubar clientes Itaú, Caixa e Santander; dicas de segurança

Um novo malware que se espalha pelo WhatsApp está roubando dados de clientes do Itaú, Caixa e Santander. Entenda como funciona o ataque, quem está em risco e como reforçar sua segurança digital.

Gisele BarbosaPor Gisele Barbosa7 min de leitura
MALWARE

Um ataque digital de alto impacto tem preocupado especialistas em segurança e correntistas de grandes bancos brasileiros. Um novo malware, disseminado por meio do WhatsApp, está sendo utilizado para roubar dados bancários de clientes do Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Santander. A ameaça, que já circula em várias regiões do país, combina engenharia social, arquivos adulterados e um método eficaz de autopropagação para atingir milhares de usuários em pouco tempo.

A popularidade do WhatsApp no Brasil e o alto volume de transações bancárias feitas por celulares tornam esse tipo de golpe ainda mais perigoso. O malware, identificado por diferentes variantes, consegue capturar senhas, invadir contas bancárias, monitorar atividades e enviar mensagens maliciosas para novos alvos usando o próprio aparelho da vítima.

Leia Mais:

Reorganização societária do Itaú: banco deve assumir parcialmente atividades do Itaucard

Como os criminosos estão disseminando o malware pelo WhatsApp

Mensagens falsas enviadas por contatos reais

O golpe começa com o envio de uma mensagem aparentemente legítima, vinda de um contato conhecido. Em muitos casos, o remetente é um amigo, colega de trabalho ou familiar cujo dispositivo já foi comprometido. A confiança gerada pelo nome conhecido é o primeiro passo para o ataque ser bem-sucedido.

O texto costuma mencionar comprovantes, documentos urgentes, notas fiscais ou supostos pagamentos. Junto à mensagem, o usuário recebe um arquivo ZIP ou um link que redireciona para a instalação do programa malicioso.

Arquivos disfarçados e instalação silenciosa

Ao abrir o anexo, a vítima executa um arquivo que parece inofensivo, mas que, na verdade, inicia a instalação do malware. Entre os formatos mais utilizados estão:

LNK camuflado como PDF
Instaladores executáveis disfarçados
Arquivos ZIP que extraem scripts automáticos

Quando a instalação ocorre, o vírus passa a operar silenciosamente no sistema, ativando ferramentas de espionagem e de captura de dados.

Autopropagação pelo WhatsApp Web

Um dos elementos mais perigosos é o uso do WhatsApp Web como meio de disseminação. O malware assume o controle da conta da vítima e envia automaticamente novas mensagens infectadas para todos os seus contatos, replicando o ciclo e ampliando rapidamente o alcance do ataque.

Esse comportamento cria um efeito dominó e aumenta exponencialmente o número de usuários expostos.

Como o malware rouba dados bancários

Captura de credenciais ao acessar contas de Itaú, Caixa e Santander

O vírus monitora sites acessados e identifica quando o usuário tenta entrar em aplicativos ou portais bancários. Assim que isso acontece, o malware ativa mecanismos para interceptar:

Senha eletrônica
Token de autenticação
Dados de login
Informações sensíveis da conta

Em alguns casos, páginas falsas são exibidas no navegador para enganar a vítima e coletar credenciais diretamente.

Registro de teclado e captura de telas

O malware utiliza recursos de:

Keylogger (gravação de teclas digitadas)
Screenshot automático
Monitoramento de janelas abertas

Com esses mecanismos, os criminosos conseguem visualizar tudo o que o usuário digita, inclusive senhas numéricas e padrões de acesso.

Roubo de dados pessoais e uso posterior em outras fraudes

O ataque não se limita a informações bancárias. O malware também captura dados pessoais, como:

CPF
E-mail
Endereços
Lista de contatos
Histórico de navegação

Essas informações podem ser usadas em novos golpes, criação de contas falsas e até invasão de outros serviços online.

Por que os bancos brasileiros se tornaram os principais alvos

Crescimento das transações digitais

Com a digitalização acelerada e o uso intensivo de aplicativos, bancos como Itaú, Caixa e Santander movimentam diariamente milhões de acessos. Isso torna seus clientes uma das bases mais valiosas para cibercriminosos interessados em fraude financeira.

Alto valor financeiro movimentado

Os três bancos concentram grande parte das transações bancárias brasileiras, incluindo:

Pagamentos via Pix
Empréstimos
Investimentos
Transferências

Isso aumenta o potencial de ganho financeiro dos ataques.

Perfil dos usuários e vulnerabilidades

Muitos correntistas usam smartphones compartilhados, computadores desatualizados ou navegam por links sem verificar a origem. Essa combinação abre portas para ataques bem-sucedidos.

As consequências para as vítimas do malware

Perda financeira imediata

Quando os criminosos obtêm acesso às credenciais bancárias, podem realizar:

Transferências rápidas
Compras online
Pagamentos fraudulentos
Solicitação de crédito em nome da vítima

Em alguns casos, todo o saldo disponível é esvaziado em minutos.

Invasão da conta do WhatsApp

Além do prejuízo financeiro, a vítima também perde o controle do próprio WhatsApp. Isso pode gerar:

Exposição de mensagens privadas
Envio de golpes para contatos pessoais
Extorsões
Perda permanente da conta em casos extremos

Vazamento e comercialização de dados

Dados roubados podem ser vendidos na dark web e utilizados em novos golpes, como:

Phishing direcionado
Fraudes de cartão de crédito
Abertura de contas falsas
Pedidos de empréstimo usando identidade alheia

Como se proteger contra o novo malware do WhatsApp

Nunca abrir arquivos inesperados — mesmo vindos de conhecidos

A regra mais importante é simples: nenhum arquivo deve ser aberto sem confirmação. Se um contato enviar algo sem explicação, o ideal é confirmar por mensagem de voz ou ligação antes de clicar.

Confirmar links e evitar anexos ZIP

Arquivos ZIP, executáveis ou documentos que pedem instalação devem ser evitados. A maioria dos malwares difundidos pelo WhatsApp utiliza esse formato.

Usar autenticação em duas etapas no WhatsApp e no banco

A autenticação de dois fatores impede que os criminosos assumam o controle da conta mesmo que obtenham a senha inicial.

Manter antivírus atualizado

Softwares de proteção detectam scripts suspeitos e impedem a execução automática de arquivos modificados.

Manter sistemas em versões recentes

O Windows e o navegador devem estar sempre atualizados para corrigir falhas exploradas por malwares.

O que fazer se você já abriu o arquivo malicioso

Desconectar imediatamente o dispositivo da internet

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Ao perceber que algo estranho foi executado, o primeiro passo é isolar o sistema para reduzir danos.

Alterar senhas em outro dispositivo seguro

Use outro aparelho para trocar senhas de:

Bancos
WhatsApp
E-mail
Redes sociais
Serviços que contenham dados sensíveis

Revisar movimentações bancárias

Verifique extratos e notificações e, se notar qualquer operação suspeita, entre em contato com o banco imediatamente.

Formatar o dispositivo, se necessário

Em infecções profundas, a solução definitiva é reinstalar o sistema operacional.

Como os bancos estão respondendo ao ataque

Alertas de segurança e campanhas educativas

As instituições financeiras têm reforçado orientações sobre golpes digitais. Os bancos destacam que jamais enviam arquivos ou links via WhatsApp solicitando confirmação ou instalação.

Monitoramento reforçado de operações suspeitas

Os sistemas antifraude passaram a identificar:

Transações incomuns
Dispositivos desconhecidos
Múltiplos acessos simultâneos

Quando isso ocorre, o banco pode bloquear temporariamente a conta.

Cooperação entre setores

Há crescente colaboração entre:

Empresas de segurança digital
Bancos
Provedores de internet
Órgãos reguladores

O objetivo é rastrear a origem dos ataques e derrubar os servidores responsáveis pela transmissão do malware.

O Brasil e o cenário de golpes digitais via WhatsApp

Por que o país é um dos mais vulneráveis do mundo

O Brasil reúne três fatores críticos:

Uso massivo do WhatsApp
Elevado número de transações financeiras digitais
Baixo nível de educação em cibersegurança

Esse ambiente cria terreno fértil para ataques.

Golpes cada vez mais sofisticados

Os criminosos brasileiros têm utilizado estratégias avançadas, como:

Inteligência artificial
Clonagem de tela
Deepfakes
Phishing automatizado

Isso torna o ambiente digital mais arriscado mesmo para usuários experientes.

Considerações finais

O surgimento de um novo malware que se espalha pelo WhatsApp e tem como alvo clientes de Itaú, Caixa e Santander reforça a necessidade urgente de reforçar práticas de segurança digital no Brasil. O ataque aproveita a confiança entre contatos, utiliza arquivos camuflados e explora falhas de navegação para roubar credenciais bancárias e assumir o controle de contas de comunicação.

Para se proteger, é essencial adotar medidas simples, como evitar anexos suspeitos, manter softwares atualizados e utilizar autenticação reforçada. A combinação de boas práticas individuais e monitoramento bancário constante é a melhor defesa contra ameaças que evoluem a cada dia.

Gisele Barbosa

Autor

Gisele Barbosa

Gisele Cavalheiro Gonçalves Barbosa é redatora do portal Seu Crédito Digital. Atua na produção de conteúdos sobre economia, benefícios sociais, INSS, finanças pessoais, loterias, tecnologia e política, sempre com foco em informar o leitor de forma clara, objetiva e atualizada. É formada em técnico de edificações na área da construção civil e aplica uma abordagem prática e analítica na apuração dos temas que impactam diretamente o dia a dia dos brasileiros.

Topicos relacionados