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85% das famílias têm orçamento impactado por material escolar; Saiba os detalhes

As famílias brasileiras gastaram R$ 49,3 bilhões com materiais escolares em 2024, o que impactou 85% dos orçamentos domésticos. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Em 2024, as famílias brasileiras gastaram impressionantes R$ 49,3 bilhões com materiais escolares. Esse valor representa um aumento de 43,7% em relação aos últimos quatro anos e revela um impacto significativo no orçamento de muitas famílias com filhos em idade escolar. Segundo uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro, 85% das famílias brasileiras afirmam que as compras de volta às aulas afetam diretamente suas finanças, sendo que muitas delas recorrem ao parcelamento para arcar com os custos.

Este cenário, que inclui aumentos de preços de materiais e a necessidade de compras extras, afeta tanto as famílias de classes mais altas quanto as de classes médias e baixas. Com isso, as famílias precisam se adaptar para garantir que seus filhos tenham tudo o que é necessário para o ano letivo.

O Impacto Econômico do Gasto com Materiais Escolares

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Imagem: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

O Peso no Orçamento Familiar

O impacto financeiro das compras de material escolar é notável, especialmente para as famílias da classe C, onde 95% dos entrevistados relatam que o gasto afeta diretamente o orçamento. Ao todo, 38% das famílias afirmam que esse impacto é muito grande, enquanto 47% dizem que ele tem algum impacto, e apenas 15% não sentem nenhuma mudança significativa em suas finanças.

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Esse aumento nas despesas com material escolar, que inclui desde cadernos e lápis até uniformes e livros didáticos, tem levado muitas famílias a buscar alternativas, como o parcelamento das compras. O estudo revelou que 35% dos entrevistados pretendem parcelar suas compras para o ano letivo de 2025, sendo que, entre as famílias da classe C, esse número sobe para 39%.

A Diversidade nas Regiões e Classes Sociais

A pesquisa também mostra como a distribuição geográfica e social afeta os gastos com materiais escolares. A Região Sudeste, por exemplo, concentra 46% do total gasto no Brasil, enquanto o Nordeste representa 28%. Já a Região Norte é a que apresenta o menor índice de despesas, com apenas 5% do total gasto no país.

Além disso, as classes B e C são responsáveis por 76% dos gastos nacionais. A classe B é a maior consumidora, com R$ 20,3 bilhões gastos em materiais escolares, enquanto a classe C gastou R$ 17,3 bilhões. Essas classes, que representam a maior parte da população brasileira, têm que lidar com um peso crescente nos seus orçamentos devido ao aumento dos preços de materiais essenciais para o início do ano letivo.

O Que Está Por Trás do Aumento nos Custos

Fatores Econômicos que Influenciam os Preços

Os aumentos nos custos de materiais escolares são atribuídos a uma combinação de fatores econômicos, incluindo a inflação e o aumento nos custos de produção. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), a elevação nos preços de materiais, como mochilas e estojos, deve-se também à alta do dólar e aos custos do frete marítimo, que dispararam no período pós-pandemia. Esses fatores geram um aumento nos preços dos produtos importados, que são uma parte significativa dos itens nas listas de material escolar.

Além disso, a elevação anual dos custos de produção de itens essenciais como cadernos, canetas e lápis também contribui para esse cenário de alta. Em 2025, a ABFIAE estima um aumento de 5% a 9% nos preços, o que deve continuar pressionando o bolso dos brasileiros.

A Solução Encontrada por Muitas Famílias: O Parcelamento

Com o aumento dos custos, muitos pais estão recorrendo ao parcelamento das compras para o ano letivo de 2025. Essa solução tem sido adotada especialmente pelas famílias das classes C e B, onde 39% e 35%, respectivamente, planejam dividir os custos em várias parcelas. A alternativa permite que as famílias diluam o impacto financeiro ao longo do ano, mas também aumenta a pressão sobre os orçamentos, que já estão sobrecarregados com outros gastos do cotidiano.

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Entretanto, uma parcela significativa das famílias, 65%, opta por pagar à vista, o que, em alguns casos, é possível devido a economias feitas ao longo do ano ou a alguma forma de crédito disponível no mercado.

Como Enfrentar o Impacto dos Gastos com Material Escolar

Sobre uma superfície laranja, estão diversos itens de uma lista de material escolar: um caderno aberto, 8 lápis coloridos, um apontador e uma tesoura. kit escolar
Imagem: Tana Danyuk / shutterstock.com

Medidas Públicas para Aliviar o Peso

A ABFIAE tem defendido a implementação de programas públicos que ajudem a aliviar o impacto dos gastos com materiais escolares. Um exemplo é o Programa Material Escolar, que já está em vigor em algumas regiões do Brasil, como o Distrito Federal e os municípios de São Paulo e Foz do Iguaçu. Esse programa oferece créditos aos estudantes da rede pública para a compra dos itens necessários, garantindo acesso a materiais de qualidade e sem a necessidade de um grande desembolso.

Além disso, a redução de impostos sobre os materiais escolares tem sido uma reivindicação constante da associação. De acordo com a ABFIAE, os impostos podem representar até 50% do valor de alguns itens escolares. A entidade tem solicitado que esses produtos sejam enquadrados em uma categoria com impostos mais baixos, ajudando a reduzir o custo final para os consumidores.

Considerações finais

Os gastos com materiais escolares representam um desafio crescente para as famílias brasileiras, impactando o orçamento de 85% delas.

Com a alta dos custos, muitas famílias buscam alternativas como o parcelamento, enquanto outras tentam economizar através de promoções e planejamento. Programas públicos de apoio e a redução de impostos podem ser soluções eficazes para aliviar esse impacto e garantir que todos os estudantes tenham acesso aos materiais necessários para o sucesso escolar.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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