Em 2024, as famílias brasileiras gastaram impressionantes R$ 49,3 bilhões com materiais escolares. Esse valor representa um aumento de 43,7% em relação aos últimos quatro anos e revela um impacto significativo no orçamento de muitas famílias com filhos em idade escolar. Segundo uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro, 85% das famílias brasileiras afirmam que as compras de volta às aulas afetam diretamente suas finanças, sendo que muitas delas recorrem ao parcelamento para arcar com os custos.
85% das famílias têm orçamento impactado por material escolar; Saiba os detalhes
As famílias brasileiras gastaram R$ 49,3 bilhões com materiais escolares em 2024, o que impactou 85% dos orçamentos domésticos. Saiba mais!
Este cenário, que inclui aumentos de preços de materiais e a necessidade de compras extras, afeta tanto as famílias de classes mais altas quanto as de classes médias e baixas. Com isso, as famílias precisam se adaptar para garantir que seus filhos tenham tudo o que é necessário para o ano letivo.
O Impacto Econômico do Gasto com Materiais Escolares

O Peso no Orçamento Familiar
O impacto financeiro das compras de material escolar é notável, especialmente para as famílias da classe C, onde 95% dos entrevistados relatam que o gasto afeta diretamente o orçamento. Ao todo, 38% das famílias afirmam que esse impacto é muito grande, enquanto 47% dizem que ele tem algum impacto, e apenas 15% não sentem nenhuma mudança significativa em suas finanças.
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Esse aumento nas despesas com material escolar, que inclui desde cadernos e lápis até uniformes e livros didáticos, tem levado muitas famílias a buscar alternativas, como o parcelamento das compras. O estudo revelou que 35% dos entrevistados pretendem parcelar suas compras para o ano letivo de 2025, sendo que, entre as famílias da classe C, esse número sobe para 39%.
A Diversidade nas Regiões e Classes Sociais
A pesquisa também mostra como a distribuição geográfica e social afeta os gastos com materiais escolares. A Região Sudeste, por exemplo, concentra 46% do total gasto no Brasil, enquanto o Nordeste representa 28%. Já a Região Norte é a que apresenta o menor índice de despesas, com apenas 5% do total gasto no país.
Além disso, as classes B e C são responsáveis por 76% dos gastos nacionais. A classe B é a maior consumidora, com R$ 20,3 bilhões gastos em materiais escolares, enquanto a classe C gastou R$ 17,3 bilhões. Essas classes, que representam a maior parte da população brasileira, têm que lidar com um peso crescente nos seus orçamentos devido ao aumento dos preços de materiais essenciais para o início do ano letivo.
O Que Está Por Trás do Aumento nos Custos
Fatores Econômicos que Influenciam os Preços
Os aumentos nos custos de materiais escolares são atribuídos a uma combinação de fatores econômicos, incluindo a inflação e o aumento nos custos de produção. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), a elevação nos preços de materiais, como mochilas e estojos, deve-se também à alta do dólar e aos custos do frete marítimo, que dispararam no período pós-pandemia. Esses fatores geram um aumento nos preços dos produtos importados, que são uma parte significativa dos itens nas listas de material escolar.
Além disso, a elevação anual dos custos de produção de itens essenciais como cadernos, canetas e lápis também contribui para esse cenário de alta. Em 2025, a ABFIAE estima um aumento de 5% a 9% nos preços, o que deve continuar pressionando o bolso dos brasileiros.
A Solução Encontrada por Muitas Famílias: O Parcelamento
Com o aumento dos custos, muitos pais estão recorrendo ao parcelamento das compras para o ano letivo de 2025. Essa solução tem sido adotada especialmente pelas famílias das classes C e B, onde 39% e 35%, respectivamente, planejam dividir os custos em várias parcelas. A alternativa permite que as famílias diluam o impacto financeiro ao longo do ano, mas também aumenta a pressão sobre os orçamentos, que já estão sobrecarregados com outros gastos do cotidiano.
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Entretanto, uma parcela significativa das famílias, 65%, opta por pagar à vista, o que, em alguns casos, é possível devido a economias feitas ao longo do ano ou a alguma forma de crédito disponível no mercado.
Como Enfrentar o Impacto dos Gastos com Material Escolar

Medidas Públicas para Aliviar o Peso
A ABFIAE tem defendido a implementação de programas públicos que ajudem a aliviar o impacto dos gastos com materiais escolares. Um exemplo é o Programa Material Escolar, que já está em vigor em algumas regiões do Brasil, como o Distrito Federal e os municípios de São Paulo e Foz do Iguaçu. Esse programa oferece créditos aos estudantes da rede pública para a compra dos itens necessários, garantindo acesso a materiais de qualidade e sem a necessidade de um grande desembolso.
Além disso, a redução de impostos sobre os materiais escolares tem sido uma reivindicação constante da associação. De acordo com a ABFIAE, os impostos podem representar até 50% do valor de alguns itens escolares. A entidade tem solicitado que esses produtos sejam enquadrados em uma categoria com impostos mais baixos, ajudando a reduzir o custo final para os consumidores.
Considerações finais
Os gastos com materiais escolares representam um desafio crescente para as famílias brasileiras, impactando o orçamento de 85% delas.
Com a alta dos custos, muitas famílias buscam alternativas como o parcelamento, enquanto outras tentam economizar através de promoções e planejamento. Programas públicos de apoio e a redução de impostos podem ser soluções eficazes para aliviar esse impacto e garantir que todos os estudantes tenham acesso aos materiais necessários para o sucesso escolar.
