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Contribuição extra permite ao MEI aumentar valor da aposentadoria

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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Muitos Microempreendedores Individuais (MEIs) acreditam que, ao escolher essa modalidade de contribuição, ficarão limitados para sempre a receber apenas um salário mínimo na aposentadoria. Essa ideia é comum, mas não representa toda a realidade.

O MEI possui uma contribuição reduzida ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), criada justamente para facilitar a formalização de pequenos negócios e permitir acesso à proteção previdenciária. Porém, essa contribuição menor também influencia diretamente o cálculo do benefício futuro.

Com planejamento e ajustes na forma de recolhimento, o empreendedor pode aumentar a base considerada pelo INSS e buscar uma aposentadoria superior ao piso nacional, dependendo do histórico contributivo e das regras aplicáveis.

Em 2026, uma aposentadoria próxima de dois salários mínimos representa cerca de R$ 3,2 mil mensais, mas alcançar esse valor depende de uma estratégia construída ao longo dos anos.

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Aposentadoria de R$ 3 mil exige estratégias diferentes para CLT e MEI

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Como funciona a contribuição do MEI para o INSS?

O MEI paga sua contribuição previdenciária por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Dentro desse pagamento está incluída uma contribuição equivalente a 5% do salário mínimo para a Previdência Social.

Esse modelo oferece vantagens importantes:

  • Baixo custo mensal;
  • Regularização do trabalhador autônomo;
  • Acesso a benefícios previdenciários;
  • Cobertura em situações previstas pelo INSS.

Porém, essa alíquota reduzida possui uma consequência: o benefício previdenciário tende a ficar limitado ao valor mínimo pago pela Previdência.

Na prática, quem contribui apenas como MEI pelo percentual de 5% geralmente terá uma aposentadoria calculada com base no piso nacional.

Por que o MEI que paga 5% tende a receber apenas o salário mínimo?

A contribuição do MEI foi criada como uma modalidade simplificada.

Como o recolhimento é feito sobre o salário mínimo, a base usada para formar o benefício também fica limitada.

Mesmo que o empreendedor tenha um faturamento maior no negócio, esse valor não entra automaticamente no cálculo da aposentadoria.

O INSS considera as contribuições previdenciárias realizadas, não o lucro da empresa ou o valor movimentado pelo CNPJ.

Por isso, um MEI que fatura R$ 10 mil por mês, mas recolhe apenas pela regra simplificada, não terá automaticamente uma aposentadoria baseada nesse rendimento.

Como o MEI pode aumentar o valor da aposentadoria?

Para buscar um benefício acima do salário mínimo, o empreendedor precisa aumentar sua contribuição previdenciária.

Existem caminhos possíveis dentro das regras do INSS.

Complementação de 15% da contribuição

Uma das alternativas é manter o pagamento normal do DAS, que já inclui os 5%, e fazer uma complementação de mais 15%.

Com isso, o total chega aos 20% exigidos na contribuição tradicional.

Exemplo:

  • Contribuição do MEI: 5%;
  • Complementação: 15%;
  • Total previdenciário: 20%.

Essa diferença permite que o segurado amplie as possibilidades de cálculo do benefício.

Contribuir sobre uma base maior

Outra possibilidade é realizar contribuições considerando uma base superior ao salário mínimo, respeitando os limites estabelecidos pelo INSS.

Nesse caso, o valor recolhido aumenta, mas a contribuição passa a refletir uma renda previdenciária maior.

Para quem deseja construir uma aposentadoria acima do piso, essa estratégia precisa ser analisada com antecedência.

Quanto um MEI precisaria contribuir para buscar cerca de R$ 3,2 mil?

Para mirar uma aposentadoria próxima de dois salários mínimos em 2026, o planejamento envolve contribuir sobre uma base próxima desse valor.

Considerando uma base de aproximadamente R$ 3.200, uma contribuição de 20% representaria algo perto de R$ 640 mensais ao INSS.

Entretanto, esse valor não significa garantia automática de aposentadoria nesse patamar.

O cálculo final depende de vários fatores:

  • Tempo total de contribuição;
  • Histórico de pagamentos;
  • Idade;
  • Regra de aposentadoria escolhida;
  • Média salarial considerada pelo INSS.

Aumentar a contribuição perto da aposentadoria resolve?

Esse é um dos maiores erros de planejamento previdenciário.

Muitas pessoas passam décadas contribuindo pelo valor mínimo e tentam elevar o pagamento apenas nos últimos anos antes de se aposentar.

O problema é que o INSS considera a média de todo o período contributivo.

Na prática, anos pagando pouco podem reduzir bastante o resultado final.

Exemplo:

Um empreendedor contribuiu durante 20 anos sobre o salário mínimo e passou os últimos 5 anos pagando sobre uma base maior.

A média ainda será influenciada pelos primeiros períodos.

Por isso, quanto antes começar um planejamento, maior tende a ser o impacto.

O faturamento do MEI influencia a aposentadoria?

Não diretamente.

O INSS não calcula a aposentadoria com base no faturamento da empresa.

O que importa é o valor das contribuições previdenciárias registradas no sistema.

Um MEI pode ter uma empresa lucrativa e ainda assim construir uma aposentadoria mínima se mantiver apenas a contribuição simplificada.

Da mesma forma, um empreendedor com renda menor pode planejar melhor o futuro ao ajustar suas contribuições.

Como consultar o futuro benefício pelo Meu INSS?

Antes de alterar a forma de pagamento, o ideal é analisar o histórico previdenciário.

O aplicativo e o site Meu INSS permitem consultar:

  • Contribuições registradas;
  • Tempo de contribuição;
  • Simulação de aposentadoria;
  • Possíveis regras disponíveis.

A ferramenta usa os dados existentes no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Por isso, é importante conferir se todas as contribuições aparecem corretamente.

Quais cuidados o MEI deve ter antes de aumentar a contribuição?

Antes de começar uma complementação, o empreendedor deve avaliar:

Tempo restante até a aposentadoria

Quanto mais distante estiver da aposentadoria, maior a possibilidade de construir uma média melhor.

Capacidade financeira

A contribuição maior representa um custo mensal adicional e precisa caber no orçamento.

Histórico previdenciário

Quem já possui muitos anos de contribuição pelo piso pode precisar de uma análise mais detalhada para entender o impacto real.

Vale a pena complementar o INSS como MEI?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Depende do objetivo de cada empreendedor.

Para quem busca apenas garantir uma proteção previdenciária básica, a contribuição simplificada pode atender.

Mas para quem deseja uma aposentadoria acima do salário mínimo, manter apenas os 5% provavelmente não será suficiente.

O planejamento previdenciário é uma construção de longo prazo. A principal diferença entre receber o piso e alcançar um benefício maior está na estratégia adotada durante os anos de contribuição.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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