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MEI: reenquadramento para 2026 tem prazo final em janeiro; confira como regularizar

Microempreendedores desenquadrados do MEI têm até 31/01 para regularizar CNPJ em 2026. Saiba mais aqui!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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Os microempreendedores individuais que foram desenquadrados do MEI têm até o dia 31 de janeiro de 2026 para solicitar novamente a opção pelo Simples Nacional e o enquadramento no SIMEI, condições necessárias para voltar a atuar como MEI.

O “desenquadramento” ocorre por diversos motivos, entre os quais pendências fiscais ou cadastrais, como não pagamento da guia de contribuição mensal (DAS), ausência da Declaração Anual de Faturamento (DASN-SIMEI) ou registro de dívida ativa. Pendências como débitos de DAS ou declarações não enviadas podem ser regularizadas. No entanto, o excesso de faturamento anual acima do limite legal, atualmente de R$ 81 mil, impede o reenquadramento como MEI no mesmo ano, exigindo a migração para Microempresa (ME).

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Importância de consultar o desenquadramento

Segundo a contadora especialista em MEI da MaisMei, Kályta Caetano, o primeiro passo é verificar se o CNPJ foi ou não desenquadrado, evitando que o empreendedor perca a chance de se regularizar e aproveitar as vantagens do MEI em 2026.

“No primeiro momento, o desenquadramento assusta, mas o pior é deixar que o problema se torne ainda maior. Fora do MEI, o microempreendedor perde benefícios previdenciários importantes. Nos casos em que ele se torna microempresa, há aumento da carga de impostos e maior burocracia no futuro”, afirma a especialista.

Ela alerta que, após o prazo estabelecido, não é possível solicitar a regularização para este ano. “Se o MEI não fizer o pedido até 31 de janeiro, terá que esperar o próximo ciclo, em 2027. A boa notícia é que a regularização é simples e existem ferramentas que tornam o processo menos burocrático”, explica.

Como consultar a situação do MEI

A consulta pode ser feita diretamente pelo Portal do Simples Nacional, na página “Consulta Optantes”. O empreendedor deve preencher as informações solicitadas e verificar se seu CNPJ consta como ativo, desenquadrado ou com pendências a regularizar.

Passo a passo para consulta

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional;
  2. Clique em “Consulta Optantes”;
  3. Preencha CNPJ, CPF e código de acesso;
  4. Verifique a situação atual do MEI;
  5. Identifique pendências fiscais ou cadastrais, se houver.

Essa etapa é essencial para saber exatamente quais débitos ou inconsistências precisam ser resolvidos antes de solicitar o reenquadramento.

Como fazer o reenquadramento do MEI

Para que a Receita Federal aceite o pedido de reenquadramento, é necessário resolver todas as pendências existentes, incluindo:

  • Débitos com a Dívida Ativa da União;
  • DAS não quitados;
  • Declarações Anuais de Faturamento não enviadas;
  • Parcelamentos com dívidas em aberto;
  • Informações cadastrais desatualizadas ou incorretas.

Solicitação no Portal do Simples Nacional

Mesmo com pendências, o pedido pode ser realizado. Entretanto, ele só será aprovado após a regularização completa das pendências, permanecendo em análise enquanto houver débitos ou inconsistências.

Para solicitar o retorno ao regime MEI, siga os seguintes passos:

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional;
  2. No menu, passe o mouse em “Simples – Serviços”;
  3. Clique em “Opção”;
  4. Selecione “Solicitação de opção pelo SIMEI”;
  5. Preencha CNPJ, CPF e código de acesso;
  6. Envie a solicitação.

Aprovação e efeitos retroativos

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Após o envio, a Receita Federal realiza uma checagem automática. Se todos os requisitos legais estiverem atendidos, a opção pelo Simples Nacional com enquadramento no SIMEI é deferida, produzindo efeitos retroativos a 1º de janeiro do respectivo ano-calendário.

Consequências de não reenquadrar a tempo

O não reenquadramento até o prazo estabelecido acarreta:

  • Permanência fora do MEI, com perda de benefícios previdenciários;
  • Necessidade de migrar para Microempresa (ME), aumentando impostos e burocracia;
  • Possível acúmulo de débitos fiscais e dificuldades para regularização futura;
  • Perda de acesso simplificado a serviços como DAS, parcelamentos e emissão de certidões.

Portanto, é essencial que o microempreendedor acompanhe o status do CNPJ e regularize pendências antes do prazo final.

Dicas para microempreendedores

  • Consulte regularmente a situação do CNPJ no Portal do Simples Nacional;
  • Regularize DAS, declarações e pendências cadastrais imediatamente;
  • Faça o pedido de reenquadramento assim que possível para evitar atrasos;
  • Utilize ferramentas digitais para simplificar o processo;
  • Planeje a migração para ME caso o faturamento anual ultrapasse R$ 81 mil.

O reenquadramento garante que o microempreendedor possa continuar usufruindo das vantagens do MEI, como alíquota reduzida de impostos, acesso a benefícios previdenciários e menor burocracia para emissão de notas fiscais.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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