A fintech brasileira Méliuz, conhecida por seu programa de cashback, deu um passo significativo ao adotar o Bitcoin como parte central de sua estratégia de tesouraria.
Méliuz adota Bitcoin como estratégia de tesouraria e impulsiona ações na B3
Méliuz oficializa investimento em Bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria, adquirindo R$ 161 milhões em BTC e impulsionando suas ações na B3.
A decisão, aprovada em assembleia geral extraordinária, marca a empresa como a primeira listada na B3 a incorporar criptomoedas em sua política financeira, refletindo uma tendência crescente de adoção institucional de ativos digitais.
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A estratégia de investimento em Bitcoin
Em assembleia realizada em 15 de maio, os acionistas da Méliuz aprovaram, por ampla maioria, a alteração do objeto social da empresa para incluir investimentos em Bitcoin como parte de sua estratégia de negócios.
Essa mudança formaliza a intenção da companhia de utilizar a criptomoeda não apenas como reserva de valor, mas como um ativo estratégico para maximizar o retorno aos acionistas.
A Méliuz anunciou a compra de 274,52 BTC, totalizando aproximadamente US$ 28,4 milhões (cerca de R$ 161,2 milhões), a um preço médio de US$ 103.604 por unidade. Essa aquisição eleva a reserva total da empresa para 320,2 BTC, considerando os 45,72 BTC adquiridos anteriormente em março, quando alocou 10% de seu caixa na criptomoeda.
Comitê estratégico de Bitcoin
Para gerenciar essa nova abordagem, a Méliuz criou um Comitê Estratégico de Bitcoin. Este comitê é responsável por operacionalizar as compras, desenvolver diretrizes e estabelecer uma governança sólida para a gestão dos ativos digitais.
A iniciativa visa garantir que a estratégia seja implementada de forma eficaz e alinhada aos interesses dos acionistas.
Impacto no mercado e nas ações da Méliuz

Desde o anúncio da primeira compra de Bitcoin em março, as ações da Méliuz (CASH3) registraram uma valorização significativa. O papel acumulou uma alta de 117%, refletindo a confiança dos investidores na nova estratégia da empresa e no potencial de retorno proporcionado pela exposição ao Bitcoin.
Reação do Mercado
A decisão da Méliuz foi bem recebida pelo mercado, sendo vista como uma movimentação inovadora e alinhada às tendências globais de adoção de criptomoedas por empresas.
Analistas destacam que a estratégia pode servir como um modelo para outras companhias brasileiras que buscam diversificar suas reservas e proteger-se contra a inflação e a desvalorização cambial.
Comparação com estratégias internacionais
A abordagem da Méliuz encontra paralelo na estratégia adotada pela empresa americana Strategy, liderada por Michael Saylor. Desde 2020, a Strategy tem acumulado Bitcoin como principal ativo de tesouraria, atualmente detendo 568.840 BTC, equivalentes a US$ 58 bilhões. A Méliuz segue uma trajetória semelhante, adaptando a estratégia ao contexto brasileiro.
Tendência global
A adoção de Bitcoin por empresas listadas em bolsas de valores está se tornando uma tendência global. Companhias como Tesla e Square já incorporaram a criptomoeda em suas reservas, buscando diversificação e proteção contra a inflação.
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+311 mil seguidores
A iniciativa da Méliuz posiciona o Brasil nesse cenário, demonstrando a crescente aceitação institucional do Bitcoin.
Perspectivas futuras
A Méliuz não descarta a possibilidade de ampliar sua exposição ao Bitcoin. A empresa está avaliando formas de gerar Bitcoin de forma incremental para os acionistas, seja por meio da geração de caixa operacional ou por operações financeiras estratégicas.
Essa abordagem visa maximizar o retorno e consolidar o Bitcoin como um ativo central na estrutura financeira da companhia.
Considerações Regulatórias
A adoção do Bitcoin por empresas listadas levanta questões regulatórias que precisam ser cuidadosamente consideradas.
A Méliuz está atenta a essas questões e busca garantir que sua estratégia esteja em conformidade com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras autoridades reguladoras, assegurando transparência e segurança para os investidores.
Considerações finais

A decisão da Méliuz de adotar o Bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria representa um marco no mercado financeiro brasileiro. Ao incorporar a criptomoeda em sua estrutura financeira, a empresa demonstra inovação e alinhamento com as tendências globais, ao mesmo tempo em que busca maximizar o retorno para seus acionistas.
A valorização das ações e a reação positiva do mercado indicam que essa estratégia pode servir de exemplo para outras companhias no país.
