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Méliuz adota Bitcoin como estratégia de tesouraria e impulsiona ações na B3

Méliuz oficializa investimento em Bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria, adquirindo R$ 161 milhões em BTC e impulsionando suas ações na B3.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira4 min de leitura
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A fintech brasileira Méliuz, conhecida por seu programa de cashback, deu um passo significativo ao adotar o Bitcoin como parte central de sua estratégia de tesouraria.

A decisão, aprovada em assembleia geral extraordinária, marca a empresa como a primeira listada na B3 a incorporar criptomoedas em sua política financeira, refletindo uma tendência crescente de adoção institucional de ativos digitais.

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A estratégia de investimento em Bitcoin

Em assembleia realizada em 15 de maio, os acionistas da Méliuz aprovaram, por ampla maioria, a alteração do objeto social da empresa para incluir investimentos em Bitcoin como parte de sua estratégia de negócios.

Essa mudança formaliza a intenção da companhia de utilizar a criptomoeda não apenas como reserva de valor, mas como um ativo estratégico para maximizar o retorno aos acionistas.

A Méliuz anunciou a compra de 274,52 BTC, totalizando aproximadamente US$ 28,4 milhões (cerca de R$ 161,2 milhões), a um preço médio de US$ 103.604 por unidade. Essa aquisição eleva a reserva total da empresa para 320,2 BTC, considerando os 45,72 BTC adquiridos anteriormente em março, quando alocou 10% de seu caixa na criptomoeda.

Comitê estratégico de Bitcoin

Para gerenciar essa nova abordagem, a Méliuz criou um Comitê Estratégico de Bitcoin. Este comitê é responsável por operacionalizar as compras, desenvolver diretrizes e estabelecer uma governança sólida para a gestão dos ativos digitais.

A iniciativa visa garantir que a estratégia seja implementada de forma eficaz e alinhada aos interesses dos acionistas.

Impacto no mercado e nas ações da Méliuz

Méliuz
Imagem: Divulgação / Méliuz

Desde o anúncio da primeira compra de Bitcoin em março, as ações da Méliuz (CASH3) registraram uma valorização significativa. O papel acumulou uma alta de 117%, refletindo a confiança dos investidores na nova estratégia da empresa e no potencial de retorno proporcionado pela exposição ao Bitcoin.

Reação do Mercado

A decisão da Méliuz foi bem recebida pelo mercado, sendo vista como uma movimentação inovadora e alinhada às tendências globais de adoção de criptomoedas por empresas.

Analistas destacam que a estratégia pode servir como um modelo para outras companhias brasileiras que buscam diversificar suas reservas e proteger-se contra a inflação e a desvalorização cambial.

Comparação com estratégias internacionais

A abordagem da Méliuz encontra paralelo na estratégia adotada pela empresa americana Strategy, liderada por Michael Saylor. Desde 2020, a Strategy tem acumulado Bitcoin como principal ativo de tesouraria, atualmente detendo 568.840 BTC, equivalentes a US$ 58 bilhões. A Méliuz segue uma trajetória semelhante, adaptando a estratégia ao contexto brasileiro.

Tendência global

A adoção de Bitcoin por empresas listadas em bolsas de valores está se tornando uma tendência global. Companhias como Tesla e Square já incorporaram a criptomoeda em suas reservas, buscando diversificação e proteção contra a inflação.

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A iniciativa da Méliuz posiciona o Brasil nesse cenário, demonstrando a crescente aceitação institucional do Bitcoin.

Perspectivas futuras

A Méliuz não descarta a possibilidade de ampliar sua exposição ao Bitcoin. A empresa está avaliando formas de gerar Bitcoin de forma incremental para os acionistas, seja por meio da geração de caixa operacional ou por operações financeiras estratégicas.

Essa abordagem visa maximizar o retorno e consolidar o Bitcoin como um ativo central na estrutura financeira da companhia.

Considerações Regulatórias

A adoção do Bitcoin por empresas listadas levanta questões regulatórias que precisam ser cuidadosamente consideradas.

A Méliuz está atenta a essas questões e busca garantir que sua estratégia esteja em conformidade com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras autoridades reguladoras, assegurando transparência e segurança para os investidores.

Considerações finais

Pessoa segurando celular com aplicativo Meliuz aberto
Imagem: Méliuz / Divulgação

A decisão da Méliuz de adotar o Bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria representa um marco no mercado financeiro brasileiro. Ao incorporar a criptomoeda em sua estrutura financeira, a empresa demonstra inovação e alinhamento com as tendências globais, ao mesmo tempo em que busca maximizar o retorno para seus acionistas.

A valorização das ações e a reação positiva do mercado indicam que essa estratégia pode servir de exemplo para outras companhias no país.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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