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Méliuz vai lançar novos produtos para competir forte com Nubank e Banco Inter

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Em novembro de 2020, a startup de cashback e de cupons de descontos Méliuz se tornou a primeira companhia de base tecnológica que cresceu com recursos de fundos de venture capital a abrir o capital na bolsa brasileira. Agora, mais de dois meses depois, o desempenho das ações da startup fundada por Israel Salmen e Ofli Guimarães, em 2011, em Belo Horizonte, surpreende especialistas. Isso porque os papéis avançaram mais de 180%, tornando a Méliuz em uma das preferidas do mercado brasileiro de capitais.

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Com isso, as ações da empresa, que começaram a ser negociadas em R$ 10, estão agora cotadas a R$ 28,28. Atualmente, a companhia vale cerca de R$ 3,5 bilhões. Em entrevista ao site NeoFeed, um dos fundadores da empresa, Salmen, afirmou que a “performance operacional positiva e as oportunidades de explicar nosso plano facilitaram a entrada de novos investidores institucionais ou de pessoas físicas”.

Agora, a ideia é atingir um novo nível, começando por aumentar os serviços financeiros. Segundo Salmen, a ideia é ter uma plataforma mais completa de serviços. Hoje, o Méliuz já fornece um cartão de crédito em parceria com o Banco Pan e a Mastercard. A startup também já organizou um marketplace financeiro, que oferece empréstimo pessoal, crédito consignado, seguros e até algumas iniciativas em investimentos via parceiros, como Creditas, Porto Seguro e YouUse, entre outros.

Objetivo do Méliuz é explorar novos serviços

Na entrevista, Salmen também destacou a estratégia de aquisições do Méliuz, com investimentos em tecnologia e aquisição de usuários. De acordo com ele, o objetivo é explorar os novos serviços que a empresa pode agregar para a base de 14 milhões de usuários: “Uma analogia muito boa que o mercado tem feito, e eu concordo, é que os neobankings começaram as suas trajetórias oferecendo serviços financeiros, uma conta gratuita, por exemplo. A partir daí, oferecem mais produtos (…) O movimento que estamos fazendo é o oposto.”

Por fim, Salmen também comentou que o Méliuz ainda não definiu quais serão esses produtos e quais terão melhor adesão. Assim, caso algum não dê tão certo, a ideia é crescer por um caminho diferente; mas testar todos os serviços disponíveis. Já para os que derem certo, o foco é escalar. 

Entenda o crescimento do Méliuz em 2020

Os ótimos resultados da empresa podem ser explicados pelo modelo de negócio único do Méliuz. De acordo com a Guide, a empresa foi a primeira a trazer o conceito de cashback para o Brasil, tornando-a pioneira no mercado. Além disso, o Méliuz possui uma plataforma que não se limita a apenas um setor, oferecendo mais variedade de serviço aos usuários.

Por fim, o Méliuz também afirma ter a tecnologia como um dos pilares de suas operações. Com a chegada da Covid-19 no Brasil, por exemplo, os consumidores passaram a adotar o e-commerce como uma solução para o isolamento social. Em especial as varejistas, mais expostas ao comércio eletrônico, se beneficiaram desse cenário. E com o Méliuz, é claro, não foi diferente.

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Imagem: Méliuz

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