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Méliuz entra no top 40 mundial de empresas com Bitcoin e lidera na América Latina

Méliuz entrou para o ranking das maiores 40 empresas com Bitcoin na tesouraria, ocupando o 39º lugar global e 1º na América Latina. Descubra quem domina a lista.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
Méliuz

A Méliuz (CASH3) alcançou uma conquista notável: está entre as 40 maiores empresas do mundo com Bitcoin em tesouraria, ocupando atualmente a 39ª posição no ranking do site Bitcoin Treasuries.

O feito ocorre após sua série de compras descontínuas desde março, quando adquiriu 45,7 BTC por cerca de US$ 4,1 milhões, seguidas por sequência de aquisições em maio e junho.

A empresa agora detém 595,7 BTC, consolidando-se como a maior Latin American Bitcoin Treasury Company, à frente do Mercado Livre, que detém cerca de 570 BTC.

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Como o Méliuz chegou ao top 40 global

Início da estratégia: lembre à vista de Bitcoin

Em março de 2025, o Conselho de Administração do Méliuz aprovou sua nova estratégia de caixa, permitindo alocar parte dos recursos em criptomoedas. Essa decisão pioneira tornou a companhia a primeira empresa listada na B3 com uma política oficial de tesouraria em Bitcoin.

A aquisição inicial aconteceu por meio da Liqi, com 45,72 BTC comprados a US$ 90.296 cada.

Reforço e liderança regional

Desde então, a fintech seguiu com compras em larga escala:

  • Em 15 de maio, foram adquiridos 274,5 BTC por US$ 28,4 milhões, com preço médio de US$ 103.604.
  • A empresa tornou-se a líder entre empresas brasileiras e latino-americanas no quesito posse de Bitcoin.

Com isso, a posição no ranking global saltou para 39º lugar, levando em conta seu volume de aproximadamente 596 BTC.

Mercado Livre também está entre as gigantes

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Estratégia diversificada e reserva cripto

O Mercado Livre (MELI34) é outra empresa latino-americana presente no ranking, ocupando posição logo abaixo do Méliuz com cerca de 570 BTC em caixa. A empresa iniciou a estratégia em maio de 2021, com 412,7 BTC adquiridos por US$ 6 milhões, ampliando sua posição com novas compras nos anos seguintes.

Top 10 empresas com maior reserva de Bitcoin

PosiçãoEmpresaSetorBitcoin (BTC)
1MicroStrategyTecnologia / BI597.325
2MARA HoldingsMineração cripto50.000
3Twenty One CapitalGestão cripto37.230
4Riot PlatformsMineração cripto19.230
5MetaplanetFinanceiro/Consultoria15.550
6Galaxy DigitalGestão de ativos cripto12.830
7CleanSparkMineração cripto12.500
8TeslaAutomotivo11.509
9Hut 8 Mining GroupMineração cripto10.270
10Coinbase GlobalExchange / serviços cripto9.270

Dados compilados pelo site Bitcoin Treasuries.

Destaque global: análise das três líderes

1. MicroStrategy – Elo pioneiro e domínio absoluto

A MicroStrategy segue inabalável no primeiro lugar com 597.325 BTC, adquiridos a um preço médio de US$ 66.384, totalizando aproximadamente US$ 33 bilhões em Bitcoin. Estrategicamente, Michael Saylor transformou a companhia em referência global ao posicionar o BTC como principal reserva.

2. MARA Holdings – mineração com acumulação estratégica

A holding de mineração registra 50 mil BTC, no valor estimado de US$ 5,5 bilhões. Seu modelo combina mineração contínua com acumulação de reservas, objetivo de longo prazo.

3. Twenty One Capital – abordagem institucional inovadora

Fundada por Jack Mallers (Strike), a Twenty One Capital detém cerca de 37.230 BTC (~US$ 4 bilhões), contando com recursos de gigantes como Tether, SoftBank e Bitfinex, o que reforça sua ambição de dominar nesse segmento.

Tesla e outras empresas destacadas

8º lugar: Tesla

A montadora de Elon Musk figura entre as top 10, com 11.509 BTC, estimados em US$ 1,27 bilhões .

Esse movimento sigiloso em 2021, seguido por venda parcial em 2022, posiciona a Tesla como player estratégico e diversificado em criptomoedas.

Mineração e exchanges

Outros nomes do top 10 incluem mineradoras como Riot, Hut 8 e CleanSpark, além da própria Coinbase, reforçando o papel das empresas cripto-native na acumulação de BTC.

Motivações por trás do Bitcoin em tesouraria

Reserva e proteção

Empresas buscam no BTC uma proteção robusta contra inflação, volatilidade cambial e erosão de valor fiduciário. Exemplos como MicroStrategy e Tesla demonstram a confiança institucional no criptoativo.

Gestão financeira inovadora

A adoção do modelo permite às empresas,

  • diversificar reservas;
  • usar BTC como instrumento de gestão de caixa;
  • atrair investidores com perfil cripto por meio do curso das ações.

Branding e atração de investidores

Posicionar-se como bitcoin treasury torna-se diferencial, atraindo atenção da mídia, de entusiastas e investidores que valorizam essa postura.

Mercado brasileiro: Méliuz na vanguarda

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Estratégia pioneira

Após aprovação pelos acionistas, o Méliuz iniciou seu ciclo em março e expandiu com aquisições em maio e junho, marcando-se como primária empresa listada na América Latina com modelo de tesouraria baseado em criptomoedas.

Alcance de investidores

Com mais de 30 milhões de usuários, a fintech potencializa a visibilidade e inclusão do BTC entre brasileiros, reforçando a narrativa de adoção sólida.

Evolução futura

A companhia sinalizou intenção de seguir aumentando suas reservas, inclusive recorrendo a ofertas de ações para financiar novas compras .

Desafios e riscos dessa estratégia

Volatilidade do Bitcoin

Quedas bruscas no preço do BTC podem comprometer o valor patrimonial e afetar o valuation da empresa.

Questões regulatórias

Políticas futuras de regulação das criptomoedas podem interferir em estratégias corporativas e impactar exposição e rentabilidade.

Capacidade de renovação de caixa

Manter ritmo de compras exige boa disciplina financeira, gerenciamento de capital e alinhamento com acionistas.

Como acompanhar a posição das empresas

Fontes confiáveis

  • Bitcoin Treasuries: ranking atualizado de holdings empresariais;
  • Relatórios regulatórios: divulgação de reservas pelas empresas;
  • Sites de notícias: Reuters, CoinDesk, Cointelegraph, Infomoney.

Foco no mercado

Observar compras contínuas, preço médio, estratégia e governança pode indicar se a tesouraria cripto é sustentável.

Considerações finais

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A presença da Méliuz no top 40 mundial representa um marco histórico para o mercado brasileiro, revelando que empresas nacionais podem competir com grandes players globais na acumulação de Bitcoin.

Com plataformas como a fintech provando que estratégias de tesouraria em BTC são viáveis, outras empresas estarão atentas à evolução desse movimento, que pode transformar hábitos corporativos, gerar valor e reforçar o amadurecimento do ecossistema cripto no Brasil e na América Latina.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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