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Tensões EUA-Brasil movimentam dólar; Ibovespa fecha em queda nesta sexta

Ibovespa fechou em queda de 0,45%, pressionado pela queda de 5% nas ações da Petrobras após balanço do 2º trimestre. Dólar fechou em alta.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
Tensões EUA-Brasil movimentam dólar; Ibovespa fecha em queda nesta sexta

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão desta sexta-feira (8) em queda de 0,45%, aos 135.913 pontos. O dólar comercial fechou em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,4356, refletindo as tensões internas e externas que impactam o mercado financeiro nacional.

Tensões EUA-Brasil movimentam dólar; Ibovespa fecha em queda nesta sexta
Imagem: Bro Crock / shutterstock.com

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Desempenho da Petrobras puxa Ibovespa para baixo

A maior influência negativa sobre o índice veio da Petrobras. A estatal reportou lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025, um resultado robusto, porém o mercado reagiu de forma negativa à distribuição de dividendos e a mudanças no plano estratégico da companhia.

Dividendos abaixo do esperado

Apesar do lucro expressivo, a empresa anunciou pagamento de R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, valor inferior às expectativas dos investidores. A XP, por exemplo, projetava cerca de R$ 12 bilhões, o que contribuiu para o recuo das ações da Petrobras, que caíram 5% próximo ao fim do pregão.

Novo plano estratégico e investimento em GLP

Outra surpresa foi a decisão do conselho da Petrobras de incluir a distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) — o gás de cozinha — no plano de investimentos. Essa ampliação do foco estratégico gerou dúvidas no mercado sobre a rentabilidade e os riscos associados.

As ações da Petrobras respondem por aproximadamente 10% da composição do Ibovespa, amplificando o impacto negativo no desempenho da bolsa.

Cenário de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos

O mercado também acompanha de perto as tensões entre Brasil e Estados Unidos em decorrência do “tarifaço” imposto por Donald Trump. A sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros segue gerando insegurança, com autoridades brasileiras tentando negociar para amenizar os efeitos.

Diálogo com os EUA e perspectivas políticas

Ministros brasileiros, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, mantêm conversas com representantes americanos, mas integrantes do governo Lula demonstram ceticismo em relação à disposição de Trump para concessões.

As expectativas de novas sanções, inclusive contra o Supremo Tribunal Federal (STF), aumentam a pressão política e econômica, complicando o cenário para exportadores brasileiros.

Relações internacionais: diálogo com Índia

Em meio às tensões com os EUA, o presidente Lula conversou por telefone com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, buscando ampliar mercados para produtos brasileiros, como o açúcar e o suco de laranja. A visita à Índia está em estudo para 2026, sinalizando diversificação nas parcerias comerciais.

Expectativa para o anúncio da lista de retaliações brasileiras

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Imagem: Freepik

Sem sinal de acordo no curto prazo, o governo Lula determinou que o Ministério da Fazenda prepare uma lista de medidas retaliatórias previstas na Lei da Reciprocidade.

Entre as alternativas em análise está a quebra de patentes de medicamentos importados dos EUA, uma ação que pode ampliar o conflito comercial entre os países.

Contexto global: encontro entre Trump e Putin

No exterior, os mercados observam o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o russo Vladimir Putin, marcado para esta sexta-feira (8).

Prazo para solução diplomática na Ucrânia

Trump havia dado prazo para que fosse apresentado um cessar-fogo na guerra da Ucrânia. Putin mantém a disposição para negociar, mas afirma que a vantagem militar da Rússia justifica a continuidade do conflito.

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O resultado dessas negociações pode influenciar a estabilidade dos mercados globais e afetar o sentimento dos investidores.

Mercados internacionais refletem movimentações políticas e econômicas

Bolsas de Nova York em alta

No início da tarde, as bolsas americanas operavam em alta: Dow Jones subia 0,28%, S&P 500 avançava 0,57% e Nasdaq ganhava 0,81%.

O otimismo foi impulsionado pela indicação de Stephen Miran para diretor do Federal Reserve (Fed), cargo que estava vago após renúncia recente. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

Desempenho dos mercados europeus

As bolsas europeias fecharam sem direção clara. O índice Stoxx 600 e o CAC 40 de Paris avançaram levemente, enquanto o FTSE 100 de Londres e o DAX de Frankfurt recuaram.

Bolsas asiáticas têm resultados mistos

Na Ásia, o Nikkei do Japão subiu, reagindo positivamente ao anúncio de fim das tarifas universais sobre automóveis negociadas entre EUA e Japão. Já outras bolsas asiáticas encerraram em baixa, influenciadas por dúvidas sobre o cenário econômico global.

Acumulados do Ibovespa: semana, mês e ano

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Imagem: TAW4 / Shutterstock.com
  • Semana: -2,20%
  • Mês: -3,18%
  • Ano: -12,25%

Esses indicadores mostram o impacto das tensões internas e externas no desempenho do mercado brasileiro, que enfrenta desafios tanto no plano político quanto econômico.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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