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Mercado Livre aponta que fim do parcelamento sem juros teria impactos negativos ‘gigantescos’

A posição da marca é em relação à possível medida do Banco Central para tentar diminuir a inadimplência no Brasil. Confira!

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
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Na última semana, o presidente do Banco Central anunciou que a instituição estuda uma medida que modifique o parcelamento de compras no cartão de crédito. Entretanto, a notícia não foi bem recebida pelas empresas do varejo e associações de defesa do consumidor. 

Uma dessas empresas foi o Mercado Livre, que, juntamente com outras, criticou a possível nova maneira de comprar com o cartão de crédito. A empresa diz que isso pode afetar e prejudicar tanto os consumidores quanto os comerciantes. Veja mais sobre a posição dessas empresas. 

Qual a proposta do Banco Central? 

Apesar de não confirmar qual medida será tomada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou sobre o assunto durante audiência pública no Senado Federal. A ideia é aplicar um tipo de tarifa em compras parceladas para “desincentivar o parcelamento sem juros tão longo no cartão”.

Com isso, os representantes criticaram, destacando que quase metade das compras são feitas em parcelamento pelo cartão de crédito, como diz Carol Conway, presidente da Abranet. 

O que disse o Mercado Livre? 

O representante da empresa, François Martins, diretor de relações governamentais do Mercado Livre e Mercado Pago, afirma que o parcelamento sem juros é representativo. Tanto para quem vende quanto para quem vende, a falta desse tipo de compra “teria um impacto negativo absolutamente gigantesco.” 

Além disso, ele destaca que retirar essa opção de compra geraria um aumento de 35% no custo de crédito para os comerciantes. Do ponto de vista da empresa, “qualquer restrição tem mais impactos negativos do que positivos”, disse. 

Martins também falou sobre o contexto econômico atual. Ele diz que essa medida não seria boa em nenhum momento da economia, mas que atualmente teria ainda maior impacto. 

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Posição de outras instituições

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) emitiu uma nota dizendo que ainda estuda uma proposta para apresentar ao Banco Central. Eles afirmam buscar “alternativas que possibilitem a prática de taxas de juros no rotativo cada vez menores.”

Outra nota foi emitida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ela diz que os bancos já suportam o custo da inadimplência no Brasil, e destaca que busca uma solução que reformule as compras parceladas no cartão.

Imagem: casa.da.photo / shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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