De acordo com um levantamento da Abraceel, publicado pelo Valor Econômico, a abertura do mercado de energia elétrica pode resultar em uma queda média de dezesseis por cento nas tarifas. Mesmo aqueles que continuarem no sistema tradicional, administrado pelas distribuidoras, devem observar uma redução aproximada de cinco por cento nas contas de luz.
Mercado livre de energia promete reduzir valor da conta de luz
A abertura do mercado livre de energia elétrica pode reduzir em média 16% a conta de luz para famílias e pequenas empresas a partir de 2026.
O que prevê a MP 1.300/2025

A implementação da mudança está condicionada à aprovação da MP 1.300/2025, responsável por atualizar o marco regulatório do setor elétrico. Entre os principais destaques da proposta estão:
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A MP permite que unidades consumidoras de baixa tensão, como residências e pequenos estabelecimentos comerciais, possam migrar para o mercado livre de energia, atualmente restrito a grandes consumidores.
Novos critérios para a tarifa social de energia
O texto estabelece regras revisadas para a tarifa social, garantindo que famílias de baixa renda continuem a ter acesso a descontos adequados, mesmo com a abertura do mercado.
Redistribuição de encargos
Encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) serão redistribuídos, evitando que a transição para o mercado livre onere desproporcionalmente alguns consumidores.
Quem será beneficiado e quando
A proposta tem potencial para beneficiar cerca de 90 milhões de unidades consumidoras de baixa tensão, abrangendo residências, pequenos negócios e propriedades rurais.
A expectativa é que essa migração proporcione maior competitividade no setor, resultando em tarifas de energia mais acessíveis e estimulando a inovação entre os fornecedores.
O cronograma de transição está dividido em etapas, permitindo uma adaptação gradual dos consumidores e das distribuidoras:
| Data | Tipo de consumidor | Ação prevista |
|---|---|---|
| Agosto de 2026 | Pequenas empresas | Migração para o mercado livre |
| Dezembro de 2027 | Consumidores residenciais e rurais | Abertura do mercado livre |
Impacto para consumidores e distribuidoras
Rodrigo Ferreira, presidente da Abraceel, afirma que a abertura do mercado de energia traz vantagens também para as distribuidoras, que precisam lidar com o término de contratos antigos e a descotização das hidrelétricas da Eletrobras. Sem essa adaptação, novas licitações seriam inevitáveis, o que resultaria em aumento dos custos no futuro.
A entidade projeta que a migração para o mercado livre poderá gerar até R$ 20 bilhões em economia anual para consumidores de baixa tensão, servindo como compensação frente ao custo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), previsto para atingir R$ 49 bilhões em 2026.
Benefícios para o setor
- Estímulo à concorrência entre fornecedores de energia.
- Redução de tarifas para famílias e pequenas empresas.
Projeções de longo prazo

O modelo é visto como mais competitivo e sustentável em comparação ao regulado, criando um ambiente favorável à inovação e à redução de custos, beneficiando tanto consumidores quanto empresas do setor.
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Perguntas frequentes (FAQ)
Qual é a economia estimada na conta de luz?
Consumidores de baixa tensão podem ter uma redução média de 16% em suas tarifas, enquanto aqueles que permanecerem no sistema tradicional devem observar queda de 5%.
O que acontece com a tarifa social?
A MP estabelece novos critérios para a tarifa social, garantindo descontos adequados para famílias de baixa renda.
Como a abertura do mercado afeta as distribuidoras?
As distribuidoras se beneficiam da transição, evitando custos adicionais com novas licitações de energia e enfrentando de forma planejada o fim de contratos antigos.
Considerações finais
Por fim, o modelo prevê uma transformação gradual, que começa pelas pequenas empresas e, em seguida, se estende a consumidores residenciais e rurais, garantindo que a transição seja organizada e que os impactos sejam minimizados. A expectativa é de que, até 2038, o mercado livre possa representar a maior parte do consumo de energia no país, consolidando um setor mais competitivo, eficiente e sustentável.
