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Mercado livre de energia promete reduzir valor da conta de luz

A abertura do mercado livre de energia elétrica pode reduzir em média 16% a conta de luz para famílias e pequenas empresas a partir de 2026.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Gás energia infraestrutura

De acordo com um levantamento da Abraceel, publicado pelo Valor Econômico, a abertura do mercado de energia elétrica pode resultar em uma queda média de dezesseis por cento nas tarifas. Mesmo aqueles que continuarem no sistema tradicional, administrado pelas distribuidoras, devem observar uma redução aproximada de cinco por cento nas contas de luz.

O que prevê a MP 1.300/2025

bandeira verde conta de luz/DESCONTOS mercado
Imagem: Cacio Murilo/Shutterstock.com

A implementação da mudança está condicionada à aprovação da MP 1.300/2025, responsável por atualizar o marco regulatório do setor elétrico. Entre os principais destaques da proposta estão:

Leia mais: STF garante reembolso de cobranças excedentes em contas de energia elétrica

A MP permite que unidades consumidoras de baixa tensão, como residências e pequenos estabelecimentos comerciais, possam migrar para o mercado livre de energia, atualmente restrito a grandes consumidores.

Novos critérios para a tarifa social de energia

O texto estabelece regras revisadas para a tarifa social, garantindo que famílias de baixa renda continuem a ter acesso a descontos adequados, mesmo com a abertura do mercado.

Redistribuição de encargos

Encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) serão redistribuídos, evitando que a transição para o mercado livre onere desproporcionalmente alguns consumidores.

Quem será beneficiado e quando

A proposta tem potencial para beneficiar cerca de 90 milhões de unidades consumidoras de baixa tensão, abrangendo residências, pequenos negócios e propriedades rurais.

A expectativa é que essa migração proporcione maior competitividade no setor, resultando em tarifas de energia mais acessíveis e estimulando a inovação entre os fornecedores.

O cronograma de transição está dividido em etapas, permitindo uma adaptação gradual dos consumidores e das distribuidoras:

DataTipo de consumidorAção prevista
Agosto de 2026Pequenas empresasMigração para o mercado livre
Dezembro de 2027Consumidores residenciais e ruraisAbertura do mercado livre

Impacto para consumidores e distribuidoras

Rodrigo Ferreira, presidente da Abraceel, afirma que a abertura do mercado de energia traz vantagens também para as distribuidoras, que precisam lidar com o término de contratos antigos e a descotização das hidrelétricas da Eletrobras. Sem essa adaptação, novas licitações seriam inevitáveis, o que resultaria em aumento dos custos no futuro.

A entidade projeta que a migração para o mercado livre poderá gerar até R$ 20 bilhões em economia anual para consumidores de baixa tensão, servindo como compensação frente ao custo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), previsto para atingir R$ 49 bilhões em 2026.

Benefícios para o setor

  • Estímulo à concorrência entre fornecedores de energia.
  • Redução de tarifas para famílias e pequenas empresas.

Projeções de longo prazo

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Imagem: weerameth / Freepik

O modelo é visto como mais competitivo e sustentável em comparação ao regulado, criando um ambiente favorável à inovação e à redução de custos, beneficiando tanto consumidores quanto empresas do setor.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é a economia estimada na conta de luz?

Consumidores de baixa tensão podem ter uma redução média de 16% em suas tarifas, enquanto aqueles que permanecerem no sistema tradicional devem observar queda de 5%.

O que acontece com a tarifa social?

A MP estabelece novos critérios para a tarifa social, garantindo descontos adequados para famílias de baixa renda.

Como a abertura do mercado afeta as distribuidoras?

As distribuidoras se beneficiam da transição, evitando custos adicionais com novas licitações de energia e enfrentando de forma planejada o fim de contratos antigos.

Considerações finais

Por fim, o modelo prevê uma transformação gradual, que começa pelas pequenas empresas e, em seguida, se estende a consumidores residenciais e rurais, garantindo que a transição seja organizada e que os impactos sejam minimizados. A expectativa é de que, até 2038, o mercado livre possa representar a maior parte do consumo de energia no país, consolidando um setor mais competitivo, eficiente e sustentável.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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