Às vésperas da Black Friday 2025, o Mercado Livre implementou uma nova política de monitoramento de preços que tem gerado debates entre analistas e vendedores. A medida acompanha os preços praticados pelos sellers, não apenas dentro da própria plataforma, mas também em concorrentes como Amazon e Shopee. Segundo a empresa, o objetivo é garantir melhores ofertas para os consumidores sem práticas agressivas ou restritivas.
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Mercado Livre monitora preços de sellers em concorrentes para garantir melhores ofertas na Black Friday, oferecendo cupons, cashback e incentivos aos vendedores.
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Nova política de monitoramento

O monitoramento teve início em 23 de outubro de 2025. Conforme comunicado enviado aos vendedores, caso o sistema identifique que um produto esteja sendo vendido mais barato em outra plataforma, o seller será notificado e terá até três dias para ajustar o preço no Mercado Livre. Caso não faça, poderá ter a visibilidade do produto reduzida e perder acesso a ferramentas promocionais.
Túlio Landin, diretor sênior de Marketplace, ressaltou que a ação visa criar incentivos de visibilidade para os vendedores que praticarem os melhores preços, reforçando que não há pedido de exclusividade nem proibição de anúncios em outros marketplaces.
Impacto no consumidor e nos sellers
Analistas consideram a iniciativa estratégica, principalmente por ocorrer em um período de aumento de tráfego, como a Black Friday e as festas de fim de ano. Poucos vendedores arriscariam perder visibilidade na plataforma durante esse período. Para os consumidores, a expectativa é de preços mais competitivos e maior aproveitamento de cupons de desconto.
Apesar da intenção declarada de beneficiar o consumidor, o monitoramento levantou questionamentos sobre possíveis impactos antitruste, visto que o Mercado Livre responde por cerca de 40% do varejo online no Brasil, embora sua participação no varejo geral seja menor, em torno de 5% a 6%.
Preparativos para a Black Friday 2025
O Mercado Livre planeja a maior campanha da sua história no Brasil, com um investimento 150% superior ao ano passado e R$ 100 milhões em cupons de desconto, quase o dobro do montante de 2024. A campanha contará com personalidades como Marcos Mion, Susana Vieira, Nicole Bahls, Ana Castela e Neymar Jr., destacando ofertas especialmente no dia 11 de novembro.
Estudo Panorama de Consumo
Um estudo interno, “Panorama de Consumo”, apontou que 81% dos brasileiros planejam compras com antecedência, enquanto 76% consideram o cupom de desconto um fator decisivo. As categorias mais desejadas incluem eletrodomésticos, eletrônicos, casa & decoração, moda e beleza, com destaque para estas últimas em relação ao ano passado.
Incentivos financeiros aos sellers
Além do monitoramento de preços, o Mercado Pago terá papel central na estratégia. Clientes poderão parcelar compras em até 21 vezes no cartão de crédito e receber cashback instantâneo em Méli Dólar, exclusivo para assinantes Meli+. Haverá ainda 100% de cashback na compra de novas maquininhas, estimulando vendas físicas e online.
Felipe Castaño, head de Marketing e Growth, destacou que a iniciativa não se limita à plataforma digital, mas também visa fortalecer o negócio do seller como um todo, oferecendo incentivos que abrangem diversos canais de venda.
Concorrência e o mercado de e-commerce

As estratégias do Mercado Livre ocorrem em um cenário de forte concorrência, com outras plataformas online também implementando promoções e novas funcionalidades. A empresa reforça parcerias estratégicas, como a iniciativa com as Casas Bahia, que permite ampliar o acesso a produtos de maior ticket e volume, além de oferecer crédito de R$ 1,2 bilhão para facilitar vendas.
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Expectativa de faturamento
A previsão é que o varejo brasileiro registre o maior faturamento da história na Black Friday 2025, com estimativa de R$ 13,6 bilhões, um aumento de 16,5% em relação a 2024, segundo estudo realizado pela consultoria Gauge em parceria com a agência W3haus.
Transparência e comunicação com os sellers
O Mercado Livre destaca que a política de monitoramento visa apenas melhorar a experiência de compra, mantendo diálogo aberto com os vendedores. A empresa reforça que o sistema de monitoramento é semelhante ao praticado por concorrentes e que a intenção é criar uma competição saudável, oferecendo incentivos para aqueles que ajustarem preços em tempo hábil.
Túlio Landin afirmou: “Não estamos ameaçando ninguém, não estamos pedindo exclusividade, nem proibindo os vendedores de anunciar produtos em outros marketplaces. O que fazemos é criar incentivos de visibilidade para os melhores preços.”
Considerações finais
O monitoramento de preços do Mercado Livre representa uma estratégia multifacetada, que busca equilibrar competitividade, incentivo aos sellers e benefícios aos consumidores. Em meio a um cenário de crescimento acelerado do e-commerce, iniciativas desse tipo refletem como grandes plataformas digitais ajustam práticas para manter relevância e participação de mercado, ao mesmo tempo em que garantem melhores ofertas para os compradores.
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