Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Acordo entre China e EUA anima mercados e impulsiona bolsas de Nova York

Bolsas dos EUA e da Ásia sobem forte após EUA e China anunciarem trégua tarifária de 90 dias, reduzindo tarifas sobre produtos de importação.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
gates Industrial Corp. (GTES)

Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em forte alta nesta segunda-feira (12) após o anúncio de uma trégua tarifária entre EUA e China que reduz significativamente as tarifas impostas durante a guerra comercial iniciada pelo ex-presidente Donald Trump.

O índice S&P 500 atingiu 5.844,17 pontos, o maior patamar desde o início de março. A valorização expressiva refletiu a expectativa de um alívio inflacionário e de uma retomada no comércio global após a trégua tarifária.

Leia mais:

Semana chuvosa em João Pessoa: previsão alerta para volumes intensos entre 12 e 18 de maio

Principais índices de Nova York em alta

Trégua Tarifária
Imagem: shutterupeire / Shutterstock.com

Desempenho dos índices americanos

  • Dow Jones: +2,81%
  • S&P 500: +3,26%
  • Nasdaq: +4,35%

Esse movimento reflete o alívio dos investidores após meses de incertezas envolvendo as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo e a concretização da trégua tarifária.

Entenda a trégua tarifária entre EUA e China

Trégua de 90 dias reduz tarifas de forma significativa

O acordo entre Estados Unidos e China prevê uma trégua tarifária de 90 dias, durante a qual as chamadas “tarifas recíprocas” serão drasticamente reduzidas:

  • As taxas dos EUA sobre produtos chineses cairão de 145% para 30%.
  • As tarifas da China sobre produtos americanos cairão de 125% para 10%.

Essa mudança tem efeito imediato e representa uma reversão substancial da escalada tarifária promovida por Trump em abril, no episódio batizado por ele como o “Dia da Libertação”, agora temporariamente neutralizado pela trégua tarifária.

Impactos da guerra tarifária iniciada por Trump

Histórico das tarifas e escalada até a trégua

Em abril, os Estados Unidos impuseram tarifas a mais de 180 países, com a China sendo um dos alvos principais. Veja a cronologia que culminou na trégua tarifária:

  • Início de abril: EUA impõem tarifa de 34% à China, além dos 20% já existentes.
  • 4 de abril: China responde com tarifa extra de 34% sobre produtos americanos.
  • 8 de abril: Prazo imposto por Trump para que a China recuasse; não houve acordo.
  • 9 de abril: EUA elevam tarifa para 145%; China reage com 125% de tarifa sobre produtos americanos.
  • 10 de abril: Casa Branca detalha que os 145% incluem tarifas acumuladas.
  • 11 de abril: China confirma aumento tarifário equivalente.

A escalada foi interrompida, ao menos temporariamente, pela trégua tarifária estabelecida no início desta semana.

Por que a trégua tarifária anima os investidores?

Trégua Tarifária
Imagem: Freepik

Riscos de inflação e recessão global são afastados

Economistas explicam que o aumento das tarifas encarece produtos importados, o que pressiona a inflação e reduz o consumo. Isso compromete o crescimento econômico e pode levar a uma recessão global.

A trégua tarifária, portanto, é vista como uma vitória temporária contra esses riscos. Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital LLC, declarou à Reuters:

“O mercado precisa se recalibrar para a situação anterior ao ‘Dia da Libertação’, e isso parece uma economia em crescimento muito construtiva.”

Contudo, o otimismo não é unânime. Mark Williams, economista-chefe para a Ásia da Capital Economics, ponderou:

“Esta é uma redução substancial da tensão. No entanto, os EUA ainda impõem tarifas muito mais altas à China. Não há garantia de que a trégua tarifária de 90 dias dará lugar a um cessar-fogo duradouro.”

Bolsas asiáticas disparam com a trégua tarifária

Desempenho dos principais índices na Ásia

O mercado asiático reagiu de forma positiva ao anúncio da trégua tarifária. O yuan valorizou e atingiu seu maior patamar em seis meses, a 7,2001 por dólar.

Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:

  • CSI 1000 (China): +1,40%
  • Hang Seng (Hong Kong): +3,12%

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, destacou:

“Eu achava que as tarifas seriam reduzidas para algo em torno de 50%. Essa trégua tarifária é uma notícia muito positiva para ambas as economias e para o comércio global.”

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

As bolsas do Japão e da Coreia do Sul já haviam encerrado os pregões antes do anúncio.

Europa também registra alta com efeito da trégua tarifária

As principais bolsas europeias acompanharam a tendência de alta, com investidores repercutindo o impacto positivo da trégua tarifária no comércio internacional.

Desempenho das bolsas europeias

  • DAX (Alemanha): +0,22%
  • CAC 40 (França): +1,37%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,59%
  • Itália 40: +1,48%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,56%
  • AEX (Holanda): +1,80%
  • SMI (Suíça): +1,37%

Analistas avaliam que a trégua reduz riscos para as cadeias de produção europeias, já que muitas empresas do continente dependem de peças e componentes tanto dos EUA quanto da China.

Perspectivas após a trégua tarifária

Trégua Tarifária
Imagem: Natee Meepian / shutterstock.com

Trégua é sinal positivo, mas incertezas continuam

O mercado aposta que os 90 dias de trégua tarifária possam abrir espaço para um acordo mais duradouro entre as duas potências. No entanto, ainda há desconfiança sobre a possibilidade de um entendimento definitivo.

A guerra tarifária já deixou sequelas nas cadeias globais de produção e nos custos logísticos. A retomada da normalidade dependerá de negociações políticas complexas e da disposição das partes em ceder.

Especialistas também observam que, mesmo com a redução das tarifas, elas ainda permanecem em níveis elevados — especialmente no caso americano.

Além disso, o clima eleitoral nos EUA e a postura nacionalista de Trump podem dificultar concessões maiores. Já a China, embora tenha demonstrado abertura, mantém uma posição firme na defesa de sua soberania comercial.

Conclusão: trégua tarifária traz otimismo, mas exige cautela

A forte alta nas bolsas de valores indica um alívio imediato nos mercados. Contudo, a trégua tarifária de 90 dias entre EUA e China não representa o fim da guerra comercial.

A depender dos desdobramentos políticos e das próximas rodadas de negociação, o cenário pode evoluir para um pacto duradouro — ou, ao contrário, escalar para novas tensões.

Até lá, os mercados continuarão reagindo a cada nova sinalização vinda de Washington e Pequim.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

Topicos relacionados