Recentemente, Bolsonaro se envolveu em uma polêmica com itens enviados pelo governo da Arábia Saudita. O caso ocorreu em 2021, mas só veio à tona este ano, e envolve um conjunto de joias que a Receita Federal confiscou.
Apesar de toda a repercussão sobre o caso, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou, nesta terça-feira (28) que o político ficou com um outras joias que também foram presente das autoridades da Arábia Saudita em uma das viagens oficiais que o ex-presidente fez.
Ainda segundo o jornal, os itens estão guardados em um galpão que contém mais materiais que o político levou antes de deixar o cargo.
Quais são os itens que Bolsonaro manteve?
É importante destacar que, de acordo com O Estado de S. Paulo, os itens que ele pegou para si são:
- Um par de abotoaduras de ouro branco com um brilhante cravejado;
- Uma caneta da Chopard;
- Um relógio Rolex;
- Uma masbaha, um rosário arábe, de ouro branco com pingentes de brilhantes;
- Um anel em ouro branco com um diamante no meio e outros ao redor.
Esse conjunto foi um presente para a comitiva de Bolsonaro em uma viagem a Arábia Saudita e ao Catar em 2019. A defesa do ex-presidente entregou os itens em uma agência da Caixa, visto que o TCU (Tribunal de Contas da União) fez essa determinação.
Esta ocorreu porque, segundo o Tribunal, nenhum presidente pode levar consigo itens de alto valor ao deixar o cargo. Desse modo, a Polícia Federal vai analisar os bens.
Vale destacar que, além dos itens citados, Bolsonaro ainda levou, após deixar a presidência, um outro conjunto de joias da Chopard, entregues, em 2021, a uma comitiva do Ministério de Minas e Energia.
Armas também foram enviadas como presente
Além das joias milionárias, o governo saudita ainda enviou armas para Bolsonaro. As armas foram entregues para a PF, que recebeu os itens e alegou que elas “serão periciadas”.
Os itens são uma pistola da marca Caracol, modelo 1911, calibre 9×19, e um fuzil da mesma marca, modelo CAR 816, calibre 5,56.
O que Bolsonaro disse?
Desde que o primeiro caso veio a público, Bolsonaro declarou que os itens eram presentes e que não conferiam ilegalidade alguma. Isso vai contra o posicionamento da Receita, que afirma que a comitiva do ex-presidente tentou entrar no país sem declarar os bens.
Recentemente, ele disse, em entrevista à RecordTV, que entregaria os itens “com dor no coração” e que nunca pensou em “sumir” com eles.
Imagem: BW Press e Kwangmoozaa / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
