Embora o governo federal planeje relançar o Minha Casa, Minha Vida ainda neste mês de fevereiro, o programa habitacional levará mais tempo do que o previsto para voltar a seu antigo modelo.
Minha Casa, Minha Vida não será lançado tão cedo; confira
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida levará mais tempo do que o previsto para voltar a seu antigo modelo. Confira o motivo
De acordo com o Estadão/Broadcast, o governo não quer usar as regras do Casa Verde e Amarela, programa lançado por Jair Bolsonaro (PL) em 2020, para contratar a construção de novas moradias. Dessa maneira, a previsão é que a definição de toda a estrutura do Minha Casa Minha Vida demore mais alguns meses.
Segundo semestre
A expectativa é que as primeiras contratações do governo para o programa aconteçam somente no início do segundo semestre. Assim, segundo estimativas do mercado, quase 40 mil moradias destinadas à população de renda mais baixa serão lançadas ainda em 2023.
No entanto, o governo tem se esforçado para relançar o Minha Casa, Minha Vida ainda no segundo trimestre. Dessa forma, poderá se empenhar na retomada de obras paradas, como tem prometido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Programa focado na população mais pobre
O motivo principal para não fazer contratações de novos empreendimentos utilizando o programa habitacional do governo Bolsonaro é que o Casa Verde Amarela não contempla o que era chamado de faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. Faixa que concedida até 90% do valor do imóvel por meio de subsídios a famílias com renda de até R$ 1.800,00.
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Assim, o governo Lula quer dar prioridade a essas famílias, pois são as mais atingidas pela falta de moradia, além do que não havia, na gestão Bolsonaro, nenhuma faixa do programa que contemplasse essa população.
Todavia, agora o cenário é oposto, pois, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, o orçamento do programa passou de R$ 34,2 milhões para R$ 9,5 bilhões, sendo que a maior parte deste valor foi destinada a faixa 1, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Imagem: Tomaz Silza/Agência Brasil
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