A pandemia pegou o mundo inteiro de surpresa e causou uma grande crise econômica. Por este motivo, foi necessário tomar algumas medidas de emergência para garantir a segurança alimentar das famílias mais vulneráveis.
Ministério Público investiga possível rombo de R$ 26,4 bilhões no PIS/Pasep
O montante de R$ 26,4 bilhões pode ter sido desviado dos abonos salariais PIS/Pasep. Entenda os detalhes da denúncia do Ministério Público.
Uma dessas foi o atraso do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Essa decisão foi tomada no governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) está investigando um rombo de R$ 26,4 bilhões nesses dois programas de abono salarial, que é um direito dos trabalhadores que cumprem determinados requisitos.
PIS/Pasep atrasados em 2019
O atraso no abono foi um acordo para que não houvesse uma demissão em massa no país. Nesse sentido, o valor do PIS/Pasep foi destinado ao Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).
No entanto, de acordo com a denúncia do MPF, pode haver uma inconsistência bilionária nos fundos do PIS/Pasep. Ao que tudo indica, R$ 26,4 bilhões teriam sido desviados para outras finalidades. Por este motivo, há um inquérito aberto.
Assim, a investigação do MPF busca compreender como o valor bilionário foi usado durante os quatro anos do governo de Bolsonaro. Os nomes envolvidos na investigação da possível inconsistência financeira não foram divulgados.
A quem o PIS/Pasep é destinado?
Os abonos salariais têm uma natureza assistencial. Nesse sentido, como pagamento foi atrasado em 2019, este ano, podem receber o valor aqueles que trabalharam por pelo menos 30 dias pelo regime CLT no ano-base, que é 2021.
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O PIS é recebido por trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep é direito dos funcionários públicos. No entanto, para ter o pleno direito ao abono, esse trabalhador não pode ter tido o salário maior que R$ 2.200 no ano-base.
Além disso, o colaborador deve estar inscrito no programa há pelo menos 5 anos e seus dados precisam constar na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Imagem: Cassiohabib / Shutterstock
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