Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Ministro do TSE dá prazo de 3 dias para Bolsonaro explicar minuta de intervenção militar

Com a decisão, ex-presidente Jair Bolsonaro deve explicar documento que autorizava uma intervenção militar na sede do TSE. Entenda o caso!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Presidente Jair Bolsonaro de braços cruzados

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, deu um prazo de 3 dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro explicar a minuta de intervenção militar encontrada pela Polícia Federal (PF).

O documento foi localizado na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. A PF estava cumprindo uma ordem de busca e apreensão durante as investigações dos atos golpistas de 8 de janeiro. 

A minuta, um decreto de Estado de Defesa, autorizaria uma intervenção das Forças Armadas na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A ideia seria constituir uma junta eleitoral para garantir a integridade das eleições de 2022. 

Bolsonaro tem 3 dias para se explicar

A pedido do PDT, o decreto, que não está assinado, foi incluindo nas provas de outro processo eleitoral que corre contra Bolsonaro. Nele, o ex-presidente está sendo acusado de abuso de poder durante a sua campanha de reeleição.

A decisão foi tomada ontem (16). De acordo com o ministro Benedito Gonçalves, existe uma relação clara entre o documento e as atividades investigadas na ação. 

Nesse caso, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Bolsonaro aborda uma reunião com embaixadores de vários países. No encontro, o ex-presidente apresentou informações falsas ou incompletas sobre o sistema eleitoral brasileiro. 

No pedido enviado pelo PDT, o partido se justifica dizendo que o decreto ajuda a “densificar os argumentos que evidenciam a ocorrência de abuso de poder político tendente promover descrédito a esta Justiça Eleitoral e ao processo eleitoral, com vistas a alterar o resultado do pleito”.

Além disso, a minuta é considerada inconstitucional, já que a interferência de um poder sobre outro não está tipificada na Constituição Federal. 

O que diz a defesa

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O ex-ministro Anderson Torres disse que o documento foi tirado de contexto e que estava em uma pilha de papéis que seriam descartados. 

No que se refere ao processo do TSE, a defesa de Bolsonaro disse que o tribunal não teria competência para avaliar a situação. Isso porque a reunião foi um “ato de governo” e não de campanha eleitoral.

Torres, que é investigado por sua postura diante das manifestações golpistas em Brasília, está preso em um Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Já o ex-presidente Bolsonaro está de férias nos EUA com a família.

Imagem: BW Press/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

Topicos relacionados