Muitos trabalhadores que acompanham as notícias acerca do aumento do salário mínimo, poderão se decepcionar com as últimas declarações feitas pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.
Ministro revela que aumento do salário mínimo para R$ 1.320 não está definido; entenda
Os trabalhadores poderão não ter aumento, conforme estava previsto para o mês de maio deste ano. Entenda o caso!
O líder da pasta alegou, na última quinta-feira (25), que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não confirmou se realmente haverá aumento no piso dos trabalhadores, que está em R$ 1.302, para R$ 1.320.
O comunicado foi dado durante reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Na oportunidade, o ministro disse que o valor do salário mínimo “não foi fechado” até o momento, pois passa por uma avaliação dos ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Gestão.
Aumento previsto para o Dia do Trabalhador
Ainda, vale ressaltar que o Congresso Nacional havia aprovado, em dezembro do ano passado, o Orçamento que previa o aumento salarial em 2023. Dessa forma, o que se espera é que haja uma medida provisória para aplicar o novo valor do salário mínimo ainda no mês de maio deste ano.
Além disso, o governo federal havia anunciado, em fevereiro deste ano, que o salário mínimo passaria a valer R$ 1.320, a partir do feriado do Dia do Trabalhador, ou seja, 1º de maio.
Ademais, o presidente Lula disse, na época, que esse era o compromisso dele com os brasileiros e já estava combinado com o Ministério do Trabalho e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
“É um compromisso meu com o povo brasileiro. Nós vamos acertar com o movimento sindical, está combinado com o Ministério do Trabalho, está combinado com o ministro Haddad (Fazenda) que a gente vai, em maio, reajustar para R$ 1.320 e estabelecer uma nova regra para o salário mínimo, que a gente já tinha no meu primeiro mandato”, afirmou Lula no mês de fevereiro.
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Déficit da previdência
No entanto, a Secretaria do Tesouro Nacional relata que a cada R$ 1 de aumento no atual salário poderia elevar o déficit do RGPS (Regime Geral de Previdência Social). Em vista disso, seria necessário obter um valor extra de R$ 6,3 milhões em arrecadações, além de aumentar os benefícios da previdência em R$ 266 milhões.
Imagem: rafapress/ shutterstock.com
