Na última semana foi realizada uma reunião em Brasília com os líderes dos países da América do Sul. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aproveitou para demonstrar seu interesse em implantar uma moeda comum.
Moeda comum: como a proposta do Lula pode impactar brasileiros e países vizinhos
A reunião com a Unasul mostrou o interesse de Lula em manter relações com os países vizinhos. Entenda como a moeda comum unirá os países!
Essa foi uma das 10 pautas desenvolvidas na reunião com os países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas). Em suma, o intuito da gestão petista é criar uma moeda que possa circular no comércio dos países da Unasul. Entenda melhor!
Qual é a ideia do governo brasileiro?
Segundo o presidente Lula, a ideia de criar uma moeda comum é para que os países sul-americanos não fiquem reféns das moedas extrarregionais, como o dólar americano. Assim, o intuito principal da moeda é servir na relação comercial entre os países.
Atualmente, o plano está sendo desenvolvido, mas ainda não há um detalhamento concreto. Mas, segundo os especialistas, a moeda comum tem potencial de gerar ganhos na industrialização dos países vizinhos do Brasil.
Quanto à tentativa de implementar uma moeda comum, o consultor especializado em comércio internacional, Welber Barral, falou a respeito do assunto e disse que a ideia é boa e pode facilitar o comércio regional:
“O Brasil tem tentado diminuir a força do dólar e usar essas moedas que a gente chama de ‘escriturais’, que não têm curso corrente [que não são usadas no cotidiano como moeda oficial]. Elas servem, principalmente, como sistemática de compensação [pagamento entre os países]”.
O especialista também afirmou que, para que isso ocorra, será necessário diversas implementações, inclusive acordos entre os bancos nacionais e sul-americanos.
Moeda comum: o Brasil vai mudar a sua moeda?
Nessa questão, é importante lembrar que a moeda comum se difere da moeda única — como o euro —, pois ela será usada em todo o continente.
No entanto, a moeda única da União Europeia — o euro — serve para todas as ações do cotidiano da população, como o pagamento de trabalhadores, entre outros.
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Ao contrário disso, o pagamento nacional brasileiro — o real — continuará sendo a forma de consumação no país. Já que a expectativa é diminuir os problemas cambiais que os países da região sul-americana sofrem por dependência do dólar.
Ou seja, esse método servirá para que exista uma facilidade de compra e para melhorar as relações entre os países da Unasul.
Imagem: Leka Sergeeva / shutterstock.com
