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Motoboys e entregadores de apps têm quais direitos trabalhistas?

O número de trabalhadores nesta área está em constante crescimento. Você conhece os direitos e benefícios que essa profissão têm? Veja agora!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Cade

Uma das profissões que mais observamos no cotidiano é a de entregador. Seja na hora do almoço, compras do mercado ou até para comprar uma roupa, os entregadores estão lá! Mas, afinal, quais são os direitos que esses profissionais possuem?

Muitas pessoas optam por trabalhar com entregas para conseguir uma renda extra, ou seja, de maneira autônoma e com seu próprio veículo. No entanto, na busca de um ganha-pão diário, a dúvida sobre os benefícios é constante.

Nos últimos anos, houve um crescimento perceptível no número de motoboys e entregadores de aplicativos. Embora esse tipo de serviço tenha se tornado essencial, também é importante reconhecer que esses trabalhadores nem sempre recebem o apoio devido. Entenda melhor!

Motoboys e entregadores têm direitos da CLT?

O entregador contratado com carteira assinada e inserido na CLT terá todos os benefícios. Mas no caso dos autônomos, infelizmente não terá acesso aos mesmos direitos dos empregados com carteira assinada.

Ou seja, sem contrato assinado, o trabalhador não tem direito a férias, 13º salário, horas extras, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), adicional noturno ou verba rescisória.

Dessa forma, é importante que o trabalhador esteja atendo aos termos de serviço da empresa em que vai trabalhar. Além de entender em qual regime está inserido.

Uma opção para os autônomos é abrir um MEI, dessa forma, o microempreendedor contribui para o INSS, o que pode garantir licença e outros benefícios.

Entregador CLT x Autônomo

No caso dos profissionais com carteira assinada, eles estão cobertos pela Lei nº 12.997/14. Além disso, uma das categorias diz que todo o profissional que exerce o papel de entregador com moto ou outros veículos tem o direito ao adicional de periculosidade.

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Ou seja, é uma maneira de resguardar o profissional pelos riscos recorrentes que ele enfrenta. Afinal, o trânsito pode ser imprevisível e esses trabalhadores passam o dia em exposição ao perigo.

O direito ao adicional de periculosidade oferece 30% de um valor adicional sobre o salário-base. Além disso, os entregadores inseridos na CLT também recebem adicional noturno a partir das 22h.

Já os motoristas autônomos não recebem por horário ou adicionais. Em suma, recebem geralmente pela quantidade de entregas realizadas. No entanto, eles também fazem a sua própria escala de trabalho, tornando a flexibilidade em uma vantagem.

Imagem: Tricky_Shark/shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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