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Motoristas da Uber podem ter mais direitos em breve; entenda

De acordo com a Uber, a empresa tem 3 milhões de motoristas no mundo todo, espalhados em mais de 700 cidades.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Motorista segurando volante de um carro e olhando para seu celular

Dados revelados pela própria Uber apontam que a empresa tem 3 milhões de motoristas no mundo todo, espalhados em mais de 700 cidades. Embora seja bastante reconhecida no que diz respeito ao serviço de mobilidade, a companhia recebe críticas pela falta de benefícios para seus trabalhadores. Mas isso pode mudar em breve.

Acontece que na última quarta-feira (23) a Uber e a Rappi e a DiDi, ambas aplicativos de entrega, anunciaram a criação de uma proposta de benefícios de seguridade social destinados aos motoristas parceiros do México. Sendo assim, o cenário de ausência de direitos poderá ter um fim muito em breve.

Benefícios para os motoristas da Uber

No comunicado, assinado pela Uber, Rappi e DiDi, as empresas disseram estar abertas a conceder benefícios aos motoristas que trabalharem mais de 40 horas semanais. Essa é a primeira vez que as marcas se propõem a oferecer direitos antes que o governo regule o setor.

Apesar de conceder direitos aos profissionais, as empresas afirmaram que não vão classificar os motoristas parceiros como empregados contratados. Até o momento, foram informados poucos ou nenhum detalhe sobre a natureza dos benefícios previdenciários oferecidos.

México trabalha com um projeto de lei que envolve os motoristas da Uber

Atualmente, o governo trabalha com um projeto que deve ser formalizado até o final deste ano, que possui objetivo de trazer os profissionais de aplicativo para uma “economia formal”. É o que disse a ministra do Trabalho do México, Luisa Alcade. 

Porém, ainda não ficou evidente se o projeto vai buscar a formalização dos trabalhadores da Uber e de outras empresas, ou outros tipos de propostas. Ou seja, cabe a categoria a esperar mais informações sobre a matéria, na qual autoridades estão trabalhando.

O que leva as empresas a não aceitaram a formalização dos trabalhadores

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O que leva as empresas a se negarem a formalizar os trabalhadores é o fato de que a mudança afetaria seus modelos de negócios. No entanto, o anúncio da Uber, Rappi e Didi sugere a criação de um método para um pagamento mais adequado conforme o tempo de trabalho dos profissionais.

De acordo com o chefe de políticas da Uber no México, Nicolas Sanchez, espera-se que os custos extras para a Uber não sejam altos, mas a empresa colabora com eles. No entanto, para isso, o setor deve poder ter sua flexibilidade mantida.

Imagem: Ground Picture / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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