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Preço do Motorola V3 ajustado pela inflação: quanto custaria hoje?

O Motorola Razr V3 marcou uma geração com seu design dobrável e charme inconfundível. Saiba quanto ele custava!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Antes de iPhones e Galaxy Notes dominarem os bolsos do mundo, os celulares dobráveis reinavam soberanos. Entre os mais icônicos da era pré-smartphone, um modelo se destacou com brilho próprio: o Motorola Razr V3. Com design inovador, corpo metálico e carisma de sobra, o V3 se tornou muito mais que um simples telefone. Ele virou um símbolo de status e estilo.

O lançamento do V3 aconteceu em 2004, dois anos antes da chegada do primeiro smartphone com tela sensível ao toque. Naquela época, os celulares ainda carregavam antenas externas, toques polifônicos e câmeras com resolução VGA. E mesmo assim, o V3 parecia vindo do futuro.

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Imagem: N.Z.Photography / shutterstock.com

Um design que marcou época

Corpo fino e acabamento premium

Na era dos “tijolões” e dos celulares com design robusto, o Razr V3 se destacava por sua espessura fina, de apenas 13,9 mm quando fechado, e peso de 95 gramas. O corpo em alumínio escovado era um charme à parte e proporcionava uma sensação de sofisticação incomum à época.

O teclado retroiluminado em azul, com design plano e inteiramente metálico, também chamava atenção. A tampa frontal trazia uma tela externa que permitia ver notificações, chamadas e hora, enquanto a interna oferecia uma tela colorida de 2,2 polegadas — ampla para os padrões da época.

Dois displays e câmera integrada

  • Tela principal: 2,2 polegadas, 176 x 220 pixels
  • Tela externa: 96 x 80 pixels
  • Câmera: VGA (640 x 480 pixels)
  • Teclado: Alumínio com retroiluminação azul

A câmera era uma das sensações do momento, mesmo com baixa resolução. A possibilidade de tirar fotos diretamente do celular sem precisar de uma câmera digital era algo revolucionário em 2004.

Recursos técnicos à frente do seu tempo

O Motorola V3 não impressionava apenas pelo visual. Ele também entregava funcionalidades que o colocavam na vanguarda dos celulares da época:

Conectividade e funcionalidades

  • Bluetooth para transferência de arquivos e uso de fones sem fio
  • Navegação WAP 2.0, que permitia acesso simplificado à internet
  • Protocolo de e-mail IMAP
  • Agenda com capacidade para mil contatos
  • Jogos embarcados simples, porém viciantes
  • Tamanho de memória interna: 5,5 MB

Bateria e desempenho

A bateria de 680 mAh era modesta em números atuais, mas suportava bem o uso típico da época: chamadas, mensagens, jogos e eventuais fotos. A autonomia podia chegar a um dia inteiro sem recarga.

O fenômeno de vendas

130 milhões de unidades no mundo

Estimativas apontam que o Motorola V3 ultrapassou a marca de 130 milhões de unidades vendidas globalmente. É um número impressionante mesmo comparado a modelos modernos. No Brasil, ele rapidamente se tornou objeto de desejo — e quem tinha um V3 era visto como alguém “antenado” e moderno.

O preço no lançamento

Nos Estados Unidos, o Motorola V3 foi lançado por US$ 449 — um valor elevado para 2004. No Brasil, o modelo estourou mesmo ao alcançar a faixa dos R$ 1.000, o que ainda era considerado caro para a realidade da época. Ainda assim, o desejo era maior do que a razão, e muitos brasileiros fizeram questão de adquiri-lo.

Quanto custaria o V3 hoje?

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Imagem: Divulgação / Samsung

Correção pela inflação

Utilizando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para corrigir o valor de R$ 1.000 de 2004 até 2025, temos um valor aproximado de R$ 2.940,69. Isso significa que, em termos atuais, adquirir um Motorola V3 custaria quase R$ 3 mil.

Comparativo com celulares modernos

Com esse valor em mãos hoje, é possível adquirir aparelhos intermediários avançados ou até modelos premium básicos. Veja algumas comparações:

ModeloPreço aproximado em 2025Categoria
Motorola Razr V3 (2004)R$ 2.940 (valor corrigido)Clássico
Redmi Note 14 Pro PlusR$ 2.900Intermediário premium
Galaxy S24 FER$ 2.990Premium de entrada
iPhone 16 (básico)R$ 7.000+Topo de linha
Motorola Razr 60 UltraR$ 9.000Dobrável atual

Ou seja, apesar do alto custo, o Razr V3 estava mais para um intermediário de luxo do que para um flagship, se comparado aos preços atuais.

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O legado do Razr V3

Mais do que um celular: um ícone cultural

O Motorola V3 apareceu em filmes, videoclipes e nas mãos de celebridades. Seu visual arrojado virou sinônimo de sofisticação tecnológica. Foi um dos primeiros celulares a unir moda e funcionalidade — e a Motorola sabia disso, apostando forte no marketing visual.

O renascimento em versão dobrável moderna

Anos depois, em uma reviravolta do mercado, a Motorola decidiu ressuscitar o V3 em uma versão moderna: o Razr dobrável com tela flexível. O modelo atual, chamado de Razr 60 Ultra, custa em torno de R$ 9.000 no Brasil e traz o espírito do original com todas as funcionalidades de um smartphone topo de linha.

A tentativa de unir nostalgia e inovação tem conquistado fãs, mas também enfrenta forte concorrência de gigantes como Samsung e Apple.

Por que o V3 ainda é lembrado com tanto carinho?

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Imagem: freepik/ Freepik

Design icônico

A elegância do formato flip, a leveza e o acabamento em metal fizeram do V3 um dos celulares mais bonitos já lançados.

Simplicidade eficiente

Sem apps, notificações constantes ou distrações, ele cumpria seu papel com eficiência: ligar, mandar mensagens, tirar fotos e ser bonito.

Marco de transição tecnológica

O Razr V3 é o elo entre o celular tradicional e os smartphones modernos. Ele representa o auge da telefonia móvel antes da revolução das telas sensíveis ao toque.

Imagem: Gints Ivuskans / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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