O governo editou uma MP que modifica pontos estratégicos do setor elétrico, com foco na contenção de tarifas e na sustentabilidade da matriz energética. A proposta busca reorganizar os subsídios concedidos por meio da Conta de Desenvolvimento Energético, limitando seus custos futuros, e altera regras sobre a contratação de novas usinas.
MP limita custos da CDE e altera termelétricas para evitar alta na luz
MP publicada estabelece teto para custos da Conta de Desenvolvimento Energético, cria novo encargo para empresas e substitui termelétricas.
Derrubada do veto

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Com a derrubada dos vetos, o custo da CDE deverá crescer exponencialmente nos próximos anos, resultando em aumento dos encargos pagos pelos consumidores. Essa alta seria repassada diretamente na conta de luz, pressionando ainda mais o bolso dos brasileiros.
Teto para o orçamento
Encargo de Complemento de Recursos (ECR)
A partir de 2027, as empresas pagarão a diferença por meio do novo Encargo de Complemento de Recursos (ECR), que será cobrado de forma proporcional ao benefício que cada uma recebe.
- Em 2027, a cobrança será escalonada, com 50% do valor do encargo.
- A partir de 2028, a cobrança será integral.
Substituição das termelétricas
Problemas causados pela contratação compulsória de termelétricas
A derrubada dos vetos no Congresso obrigava o governo a contratar termelétricas e pequenas centrais hidrelétricas mesmo sem necessidade técnica, o que poderia elevar o custo da energia em até R$ 35 bilhões por ano e prejudicar a matriz energética do país, aumentando o uso de fontes poluentes.
A solução da MP
A MP substitui a contratação compulsória das termelétricas por PCHs, consideradas mais limpas e sustentáveis.
Leilão de reserva de capacidade
Até o início de 2026, o governo deverá contratar até 3 gigawatts (GW) em PCHs por meio de leilão de reserva de capacidade, com previsão de início de operação em 2032, em etapas progressivas.
Contratação adicional
Caso o planejamento setorial, por meio do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), identifique necessidade técnica e econômica, o governo poderá contratar até 1,9 GW adicionais em PCHs.
Regras para o gás natural da União
Centralização da regulação pelo CNPE
A MP também amplia os poderes do CNPE para definir as condições de uso e preços de acesso às infraestruturas de escoamento, tratamento e transporte do gás natural gerido pela estatal PPSA.
Objetivo da medida
A centralização pretende reduzir o custo do gás natural para indústrias, como as dos setores de fertilizantes e siderurgia, tornando esses segmentos mais competitivos no mercado.
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Impactos esperados da MP para o consumidor e setor elétrico

Controle do aumento na conta de luz
Com o teto na CDE e a substituição das termelétricas por PCHs, espera-se um controle mais eficiente do aumento dos custos do setor elétrico, minimizando a alta da conta de luz para os consumidores residenciais e comerciais.
Preservação da matriz energética limpa
A priorização das PCHs ajuda a manter a matriz energética brasileira mais limpa e sustentável, reduzindo a dependência de fontes mais poluentes e caras, como as termelétricas movidas a combustíveis fósseis.
FAQ — Perguntas frequentes
Por que foi criada a medida provisória?
Para limitar o aumento dos custos da CDE e evitar que o aumento seja repassado integralmente aos consumidores após a derrubada de vetos no Congresso.
O que é o Encargo de Complemento de Recursos (ECR)?
É um novo encargo que será cobrado das empresas do setor elétrico quando o orçamento da CDE ultrapassar o teto estabelecido pela MP.
Por que as termelétricas foram substituídas por PCHs?
Para reduzir o custo e o impacto ambiental da geração de energia, já que PCHs são fontes mais limpas e menos poluentes.
Considerações finais
A medida provisória publicada pelo governo busca conter os impactos tarifários causados por decisões recentes do Congresso e reorganizar o financiamento do setor elétrico. Ao limitar os gastos da CDE, redistribuir encargos e substituir termelétricas por fontes mais limpas, como as pequenas centrais hidrelétricas, a MP tenta preservar tanto o bolso dos consumidores quanto a sustentabilidade da matriz energética brasileira.
