Em documento enviado nesta quarta-feira (30), o Ministério Público (MP) pediu para que o Tribunal de Contas da União (TCU) abrisse uma investigação sobre a Caixa Econômica Federal. O motivo é a mudança a respeito da concessão de crédito consignado a beneficiários do Auxílio Brasil, considerada pelo MP de maneira brusca.
MP pede que TCU investigue a Caixa por limitar consignado do Auxílio Brasil após eleições
A medida veio logo após a Caixa ter limitado as linhas de crédito. Antes do segundo turno, os créditos estavam na casa de R$ 6 bilhões.
Motivos para a investigação contra a Caixa
A medida adotada veio logo após a Caixa ter limitado as linhas de crédito durante o mês de novembro. Antes do segundo turno, os créditos liberados para o serviço estavam na casa de R$ 6 bilhões.
Como ação, o Ministério Público, através do subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado, lançou uma representação com a tese de que o antigo acordo se mostrou evidente como intuito eleitoreiro pelo atual governo federal.
“A mudança de postura da Caixa apenas reafirma o caráter eleitoreiro da medida adotada pela Caixa Econômica Federal para a concessão de empréstimos consignados aos beneficiários do Auxílio Brasil”, diz a representação.
Após as eleições
Apesar das alterações, as linhas seguem abertas entre os poderes. O MP entende que houve, por parte do banco público, uma rigidez maior para tratar do auxílio, levantando, ainda, a acusação feita por parceiros sobre a Caixa estar “fechando as torneiras”.
Para Furtado, é preciso entender o motivo de a Caixa Econômica adotar um modo mais criterioso com relação aos empréstimos.
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“O que mudou no período das eleições e o período em que saiu derrotado? Os fatos falam por si! Não há como negar que os indícios se escancaram aos olhos da sociedade e deste Tribunal de Contas não merecendo, mais uma vez, o arquivamento. Mais uma vez: se antes eram autorizados inúmeros consignados e com extrema agilidade, por que mudou após as eleições?”, questiona o subprocurador-geral do Ministério Público.
O MP pede que o TCU siga as medidas que forem cabíveis para averiguar os motivos que levaram à mudança de postura pela Caixa. Ainda na representação, é pedido que se investigue os possíveis responsáveis pelas alterações.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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