Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

MPF pede indenização de R$ 2 milhões ao apresentador Ratinho

O Ministério Público Federal (MPF) pede indenização de R$ 2 milhões ao apresentador de televisão Ratinho. Entenda o caso.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem do apresentador Ratinho, sobre um fundo desfocado. Na imagem, aparece o texto "MPF pede indenização de R$2 milhões".

O Ministério Público Federal (MPF) pede indenização de R$ 2 milhões para o apresentador de televisão Ratinho, por meio de um processo civil. A ação é movida em razão de danos morais coletivos causados às mulheres que trabalham ou trabalharão na política.

O MPF move a ação devido às falas do apresentador proferidas à deputada federal Natália Bonavides (PT), em 2021. Ratinho sugeriu que Natália deveria morrer por meio de uma “metralhadora”. Além disso, na mesma ocasião, o apresentador proferiu diversas falas misóginas, atingindo todas as mulheres.

Tudo isso porque Natália apresentou o Projeto de Lei (PL) 4.004/2021, visando substituir a fala “declaro marido e mulher”, por “declaro firmado o casamento”, em uniões em cartório. Dessa forma, após as falas de Ratinho, o MPF enxerga cabível a indenização por danos morais.

MPF pede indenização em ação coletiva

O processo não é direcionado apenas ao apresentador, mas, também à Rádio Massa FM, espaço onde Ratinho teve falas de caráter misógino. Na ocasião, o apresentador verbalizou que Natália tinha que “lavar roupa”, “costurar a calça do seu marido”, “a cueca dele”, entre outras coisas.

Além da indenização por danos morais, o MPF também pede que a rádio em questão veicule campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres. Além disso, também deve promover ações sobre o tema e sobre violência contra a mulher por, ao menos, um ano.

O que motivou o MPF?

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

De acordo com uma nota do site do Ministério Público Federal, Ratinho ameaçou Natália de morte. Além disso, considerou uma ação coletiva à medida que:

  • propagou estereótipos de gênero contra mulheres na política, de forma intimidatória e violenta;
  • ofendeu a deputada por sua posição política, ou seja, não de forma pessoal, mas profissional;
  • propagou violência generalizada, uma vez que sugeriu a eliminação de todos “esses loucos”.

Imagem: Reprodução / Twitter @‌ratinhodosbt – Edição: Equipe SeuCréditoDigital

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

Topicos relacionados