A crise econômica e a alta taxa de juros atingiu mais uma gigante brasileira. No primeiro trimestre desse ano, a Natura, maior multinacional de cosméticos no Brasil, registrou um prejuízo líquido de R$ 652,4 milhões. Conforme balanço divulgado nesta terça-feira (09), o número apresentou uma alta de 1,4% em comparação ao mesmo período em 2022.
Natura registra queda na receita e prejuízo chega a R$ 652,4 milhões no 1º tri
Multinacional brasileira é mais uma gigante afetada pelos efeitos da crise. Confira de onde vem todo esse prejuízo!
Quanto aos lucros obtidos, a companhia, inaugurada em 1969, obteve R$ 841,7 milhões. Vale lembrar que esse montante precede as deduções de juros, impostos e afins. Assim, em relação ao primeiro trimestre do ano passado, houve uma alta superior à 41%. Por fim, a receita líquida alcançou a marca de R$ 8,021 bilhões, com queda de 2,8%.
Não há com o que se preocupar!
Embora os números não sejam satisfatórios, a Natura justifica que a receita cresceu em 3,4%, em moeda constante. Isso quer dizer que, ao excluir os índices da inflação e a variação do poder aquisitivo do Real, houve crescimento. De acordo com a multinacional, o resultado é fruto do desempenho das operações da América Latina e da Aesop.
Excluindo a Aesop, que teve sua venda selada em abril, a receita líquida da companhia foi de R$ 7,3 bilhões. Também contribuem para esse valor as atividades da Avon Internacional e The Body Shop. Segundo a Natura, os números do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) podem ser justificados pela melhora na margem tanto da América Latina quanto da Avon Internacional.
O que mais diz a Natura?
De acordo com a Holding, o prejuízo líquido na cada dos R$ 652 milhões segue a mesma linha do ano passado. Isso acontece porque o Ebitda “foi mais do que compensado por maiores despesas financeiras líquidas (que serão endereçadas com a venda da Aesop) e por perdas de operações descontinuadas”.
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Já a dívida líquida atingiu os R$ 9,4 bilhões. No mesmo período no ano passado, ela estava R$ 1,8 milhão menor.
“Apesar da melhora do Ebitda na comparação ano a ano, o aumento se deve principalmente ao consumo de caixa sazonal, combinado ao aumento do estoque e recebíveis do forte crescimento da marca Natura”, reitera a multinacional.
Imagem: Equipe Seu Crédito Digital
