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Programa de afiliados da Nestlé prevê comissão de até 10%

Nestlé lança programa de afiliados com comissões e cupons para creators. Entenda como funciona a estratégia da gigante no Brasil.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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A Nestlé Brasil entrou oficialmente na disputa pelo mercado da creator economy com o lançamento de um programa de afiliados voltado para influenciadores digitais, creators e consumidores com presença ativa nas redes sociais.

A iniciativa busca aproximar a companhia do comércio digital por meio de links personalizados, cupons de desconto e comissões sobre vendas realizadas nos canais oficiais de e-commerce da empresa.

O movimento acompanha uma tendência crescente no varejo brasileiro: transformar influenciadores em canais diretos de conversão e vendas.

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Como funciona o programa de afiliados da Nestlé

O novo programa conecta creators aos canais digitais da companhia, permitindo que participantes divulguem produtos e recebam comissões por vendas geradas através de links rastreáveis ou cupons personalizados.

Segundo a empresa, o modelo prevê:

  • comissão de aproximadamente 10%;
  • premiações por desempenho;
  • incentivos extras ligados à performance;
  • campanhas sazonais;
  • acompanhamento de resultados em tempo real.

O projeto começou com cerca de 200 afiliados durante as campanhas de Dia das Mães.

Quais marcas participam inicialmente

Entre as primeiras marcas incluídas no programa estão:

  • Nestlé Dolce Gusto;
  • Kopenhagen;
  • Nestlé Nutre;
  • Nestlé FamilyNes.

A expectativa é ampliar gradualmente a participação de outras marcas do grupo ao longo de 2026.

Estratégia vai além da publicidade tradicional

A Nestlé afirma que o creator deixa de atuar apenas na divulgação institucional das marcas e passa a integrar diretamente a estratégia comercial da companhia.

Na prática, influenciadores se tornam um canal de aquisição de clientes e geração de vendas.

Creator economy ganha força no Brasil

Nos últimos anos, o mercado brasileiro de creators cresceu rapidamente, impulsionado por:

  • TikTok;
  • Instagram;
  • YouTube;
  • lives de vendas;
  • marketing de influência;
  • social commerce.

Grandes empresas passaram a investir mais fortemente em campanhas com influenciadores porque o modelo permite alcançar públicos segmentados e gerar vendas mais rápidas.

Segundo executivos da Nestlé, os investimentos da companhia em creator economy foram multiplicados nos últimos anos.

Programa também envolve colaboradores da empresa

Um dos diferenciais do projeto é a participação de funcionários da própria Nestlé como embaixadores digitais das marcas.

Essa estratégia já vinha sendo desenvolvida internamente através do Programa Influencer Nestlé, que transformou aproximadamente 1,5 mil colaboradores em criadores de conteúdo ligados à companhia.

A ideia é ampliar a presença digital da marca de maneira mais orgânica e próxima do consumidor.

Profissionais especializados também fazem parte da estratégia

A Nestlé também vinha investindo no projeto Creators Pro, voltado para capacitação de profissionais como:

  • nutricionistas;
  • chefs de cozinha;
  • especialistas em alimentação;
  • creators de nicho.

O objetivo é profissionalizar a comunicação digital e aumentar a credibilidade das campanhas.

Plataforma monitora desempenho dos afiliados

Os afiliados participantes terão acesso a uma plataforma capaz de monitorar:

  • quantidade de vendas;
  • cliques em links;
  • desempenho de campanhas;
  • ranking de creators;
  • conversão por conteúdo.

Esse tipo de tecnologia se tornou essencial dentro do marketing de afiliados moderno, permitindo ajustes rápidos nas campanhas.

O que é marketing de afiliados

O marketing de afiliados funciona como uma parceria comercial entre empresas e divulgadores digitais.

Nesse modelo:

  • a empresa oferece produtos;
  • o afiliado divulga;
  • cada venda gera comissão.

O sistema se popularizou no Brasil principalmente com:

  • infoprodutos;
  • marketplaces;
  • varejo online;
  • programas de cashback;
  • influenciadores digitais.

Hoje, até grandes varejistas brasileiros possuem operações robustas nesse segmento.

Mercado Livre, Magalu e Casas Bahia já usam o modelo

A entrada da Nestlé reforça uma tendência já adotada por gigantes do varejo nacional.

Empresas como:

  • Mercado Livre;
  • Magazine Luiza;
  • Casas Bahia;
  • Amazon;
  • Shopee;

já possuem programas de afiliados estruturados para creators e influenciadores.

A diferença é que agora grandes indústrias de alimentos também começam a investir fortemente nesse formato.

Social commerce cresce no país

Especialistas apontam que o social commerce — modelo de vendas realizado através das redes sociais — deve continuar crescendo no Brasil nos próximos anos.

Hoje, muitos consumidores descobrem produtos diretamente por:

  • vídeos curtos;
  • reviews;
  • receitas;
  • unboxings;
  • conteúdos de lifestyle.

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+311 mil seguidores

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Isso transformou influenciadores em peças importantes dentro da jornada de compra.

Afiliados ajudam até o varejo físico

Segundo a Nestlé, a estratégia digital não substitui lojas físicas ou supermercados.

Na avaliação da companhia, o creator ajuda a gerar interesse e demanda que também impacta vendas presenciais.

Na prática, o consumidor pode:

  1. descobrir o produto online;
  2. pesquisar avaliações;
  3. comprar no e-commerce;
  4. ou procurar o item em supermercados e lojas físicas.

Quem pode participar do programa

A empresa informou que o projeto deve contemplar:

  • influenciadores digitais;
  • creators independentes;
  • consumidores com audiência online;
  • parceiros externos;
  • colaboradores internos.

A tendência é que novos participantes sejam incorporados conforme as campanhas avancem.

Marketing de influência vive nova fase

O mercado de influência digital mudou bastante nos últimos anos.

Antes focado apenas em alcance e engajamento, o setor passou a priorizar:

  • conversão;
  • vendas;
  • métricas;
  • rastreamento de resultados;
  • retorno financeiro.

Isso fez com que creators deixassem de ser apenas “garotos-propaganda” e passassem a atuar quase como vendedores digitais.

Pequenos creators também ganham espaço

Uma das tendências mais fortes do mercado atualmente é o crescimento dos chamados microinfluenciadores.

Mesmo com audiências menores, esses creators costumam apresentar:

  • maior proximidade com seguidores;
  • engajamento mais alto;
  • confiança elevada;
  • nichos específicos.

Por isso, muitas empresas passaram a priorizar creators menores em vez de investir apenas em grandes celebridades digitais.

Modelo deve crescer em 2026

Especialistas do mercado avaliam que programas de afiliados devem se expandir ainda mais entre grandes marcas brasileiras ao longo de 2026.

A combinação entre:

  • inteligência de dados;
  • influência digital;
  • e-commerce;
  • cupons personalizados;
  • conteúdo em vídeo;

tem transformado completamente a forma como empresas se relacionam com consumidores na internet.

Com a entrada da Nestlé nesse segmento, a disputa pela atenção — e pela compra — do consumidor digital brasileiro tende a ficar ainda mais intensa.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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