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Neymar pode ser preso e ficar fora da Copa?

O encerramento das sessões está previsto para o dia 31 de outubro, 24 dias antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Neymar

Apesar de viver boa fase no futebol, o nome de Neymar, que é considerado o principal jogador da seleção brasileira, tem repercutido na última semana diante da possibilidade do jogador ser preso e ficar fora da Copa do Catar. 

No dia 17 de outubro, teve início o julgamento que colocou o craque brasileiro no banco dos réus por acusações de fraude e corrupção em sua transferência do Santos para o Barcelona no ano de 2013. O jogador se apresentou ao tribunal na Espanha, mas foi liberado de acompanhar a sessão pelo juiz José Manuel Del Amo Sanchez para voltar a Paris. 

O encerramento das sessões está previsto para o dia 31 de outubro, 24 dias antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. Caso condenado à pena máxima, a lei espanhola determina que além de multa, Neymar seja condenado a dois anos de reclusão e inabilitação profissional.

Entenda as acusações do Caso Neymar

O caso tem início diante da denúncia feita pela empresa brasileira DIS, a qual detinha os direitos econômicos de Neymar em 2013. Na ação, o jogador, e os ex-presidentes do Barcelona Rossel e Josep Bartomeu são acusados de corrupção empresarial e irregularidades na transferência do craque do Santos para o clube catalão. O ex-presidente do Santos Odílio Rodrigues Filho também foi convocado para as sessões.

A DIS acusa as partes de terem fraudado o contrato para que a empresa recebesse menos pelo acordo. A transferência, que teria custado 57,1 milhões de euros, após investigação movida pela denúncia, é apontada em 83,3 milhões de euros. Além disso, a Justiça espanhola suspeita de que o valor tenha sido diluído em contratos paralelos com o intuito de encobrir a fraude. A defesa nega.

Neymar pode mesmo ser preso e perder a Copa?

A defesa do jogador acredita que não. Em material divulgado pela empresa do atleta, seus advogados explicam a situação.

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“O ponto mais importante dessa conversa é justamente destacar o fato de que no Brasil o crime de corrupção privada ou corrupção entre particulares não existe. Portanto, nem Neymar Jr. e nem seus familiares poderiam ser processados no nosso país por essa acusação que ocorre na Espanha”, disse João Gameiro, advogado e mestre em direito penal pela USP. 

No entanto, a lei espanhola prevê uma pena máxima de dois anos de reclusão e inabilitação profissional e multa. A DIS, empresa que realizou a denúncia, solicita uma indenização de 25 milhões de euros. Um acordo entre as partes é considerado improvável. O caso ainda cabe recurso à Suprema Corte.

Imagem: Alizada Studios/shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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