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Brasil emite 60 milhões de novas identidades; confira o passo a passo

A nova Carteira de Identidade Nacional já foi emitida para 60 milhões de brasileiros. Saiba como fazer a CIN, quem deve emitir e os prazos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Brasil emite 60 milhões de novas identidades; confira o passo a passo

A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) atingiu um novo marco no Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 60 milhões de brasileiros já possuem o documento, que está substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG).

A nova identidade faz parte do processo de modernização da identificação civil no país e utiliza o CPF como número único nacional. A mudança busca reduzir inconsistências cadastrais, combater fraudes e facilitar o acesso da população aos serviços públicos digitais.

Embora o antigo RG ainda continue válido dentro dos prazos definidos pelo Governo Federal, a recomendação é que os cidadãos façam a substituição gradualmente, principalmente aqueles que utilizam benefícios sociais ou precisam acessar serviços governamentais com frequência.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O que é a Carteira de Identidade Nacional?

A Carteira de Identidade Nacional é o novo documento oficial de identificação dos brasileiros.

Ao contrário do modelo antigo, em que cada estado podia emitir um número diferente de RG para a mesma pessoa, a CIN adota o CPF como identificador único, válido em todo o território nacional.

Essa unificação permite maior integração entre os bancos de dados públicos e reduz a possibilidade de emissão de múltiplos documentos para um mesmo cidadão.

Além da versão física, a CIN também está disponível em formato digital, oferecendo mais praticidade para quem utiliza o celular como principal ferramenta de acesso aos serviços públicos.

Quantos brasileiros já emitiram a nova identidade?

De acordo com o painel oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a marca de 60 milhões de documentos emitidos foi alcançada no fim de julho de 2026.

Esse volume representa pouco mais de 28% da população apta a possuir a nova carteira de identidade.

Entre os estados brasileiros, o Acre aparece entre os mais avançados na substituição do documento, apresentando um dos maiores índices proporcionais de emissão da CIN.

A expectativa do Governo Federal é ampliar gradualmente esse percentual nos próximos anos, à medida que novos documentos forem sendo emitidos e os antigos RGs forem substituídos.

Por que a CIN está substituindo o antigo RG?

A principal mudança está relacionada à padronização da identificação civil.

Anteriormente, uma pessoa poderia obter diferentes números de RG caso emitisse documentos em estados distintos, o que dificultava o cruzamento de informações entre órgãos públicos.

Com a adoção do CPF como número único, a identificação passa a ser nacional, simplificando cadastros e aumentando a segurança contra fraudes documentais.

Além disso, a nova carteira incorpora tecnologias de autenticação que tornam a verificação da identidade mais rápida e confiável.

Quem deverá emitir a nova identidade primeiro?

Embora a troca aconteça de forma gradual, alguns grupos terão prioridade na atualização do documento.

Pessoas que recebem benefícios sociais, aposentadorias, pensões e programas de transferência de renda deverão observar o cronograma estabelecido pelo Governo Federal.

A medida faz parte da integração entre a identificação civil e os sistemas de cadastro biométrico utilizados para concessão de benefícios públicos.

Cronograma para beneficiários de programas sociais

O Governo Federal definiu regras específicas para quem recebe benefícios assistenciais e previdenciários.

A partir de 2027, novos beneficiários que ainda não possuam cadastro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional para atender às novas exigências.

Já aqueles que já recebem benefícios e possuem biometria registrada em bases oficiais, como Justiça Eleitoral, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte, terão um período maior de adaptação.

Nesses casos, a obrigatoriedade da CIN passa a valer em 2028.

Para os demais cidadãos brasileiros, a substituição poderá ser realizada até 2032, conforme o cronograma nacional.

Como solicitar a Carteira de Identidade Nacional?

O processo de emissão é realizado pelos Institutos de Identificação de cada estado.

O primeiro passo consiste em acessar o portal oficial do Governo Federal para verificar como funciona o agendamento na unidade da federação onde o cidadão reside.

Após escolher data e horário, será necessário comparecer ao posto de atendimento para conferência dos documentos e coleta dos dados biométricos.

Na emissão da primeira via, normalmente é exigida a apresentação da certidão de nascimento ou da certidão de casamento, conforme a situação civil do cidadão.

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A primeira emissão da CIN é gratuita.

Quais são as vantagens da nova identidade?

A Carteira de Identidade Nacional reúne diversos recursos tecnológicos que aumentam a segurança e facilitam o uso do documento.

Entre as principais novidades está o QR Code, que permite verificar eletronicamente a autenticidade da carteira e identificar rapidamente documentos furtados, roubados ou extraviados.

A CIN também reúne informações biométricas, possibilita o registro da opção de doação de órgãos e segue padrões internacionais de identificação.

Outra vantagem importante é a inclusão do código MRZ (Machine Readable Zone), utilizado em passaportes, que permite utilizar o documento como identificação em viagens para países do Mercosul que aceitam documento de identidade brasileiro.

CIN digital oferece mais praticidade

Depois da emissão da versão física, o cidadão pode acessar gratuitamente a versão digital da Carteira de Identidade Nacional.

O documento eletrônico fica disponível dentro do aplicativo Gov.br e possui validade jurídica equivalente à versão impressa.

O procedimento é simples: basta acessar a conta Gov.br, entrar na área destinada aos documentos digitais e adicionar a Carteira de Identidade Nacional.

A versão digital facilita a identificação em diversas situações do dia a dia e reduz a necessidade de portar o documento físico.

Integração com os serviços públicos digitais

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A nova identidade também fortalece o acesso aos serviços eletrônicos do Governo Federal.

Com a CIN, o cidadão pode elevar o nível de segurança da conta Gov.br, facilitando a obtenção do selo Ouro, que permite utilizar funcionalidades com maior nível de autenticação.

Atualmente, a plataforma Gov.br reúne milhões de usuários e concentra milhares de serviços digitais oferecidos pelos governos federal, estaduais e municipais.

Entre eles estão sistemas amplamente utilizados pela população, como Meu INSS, Carteira de Trabalho Digital, Meu SUS Digital, Assinatura Gov.br e diversos serviços da Receita Federal.

A integração entre a nova identidade e essas plataformas deve tornar o atendimento mais rápido, seguro e menos burocrático nos próximos anos.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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