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Nova correção do FGTS pode fazer aumentar juros do crédito imobiliário

Saiba como a nova correção do FGTS pode afetar os juros do crédito imobiliário e fique atento às mudanças e seus impactos.

Gabriela Ferraz CamargoPor Gabriela Ferraz Camargo2 min de leitura
Cofre de porquinho, calculadora, caneta e celular com logo do FGTS

Na última reunião do Supremo Tribunal Federal, realizada na quarta-feira, dia 12, um debate crucial ganhou destaque: a proposta de revisão da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esta mudança pode ter um impacto significativo no mercado de crédito imobiliário, especialmente para as famílias de menor renda no Brasil.

Atualmente, o FGTS, essencial para financiar moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida, é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais apenas 3% ao ano. Esta fórmula de cálculo é, no entanto insuficiente

O que muda com a nova proposta de correção do FGTS?

Cofre de porquinho, calculadora, caneta e celular com logo do FGTS
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

A proposta em análise sugere alinhar a correção do FGTS à remuneração da poupança, que atualmente soma a TR mais 6% ao ano. Essa medida visa proteger o poder de compra dos recursos dos trabalhadores contra a inflação.

No entanto, há preocupações sobre o impacto dessa mudança nas condições de financiamento habitacional para os menos favorecidos economicamente. O FGTS é crucial para financiar moradias de famílias com até quatro salários mínimos, representando 86% dos cotistas.

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A alteração proposta poderia aumentar o custo do crédito imobiliário devido à correção por uma taxa mais alta, possivelmente resultando em juros mais elevados.

Impactos do julgamento do FGTS: desafios para o financiamento habitacional e aquisição residencial

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Segundo Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o julgamento não só afeta diretamente a capacidade de aquisição residencial, como também a estabilidade do financiamento habitacional que depende desses recursos.

“O julgamento mexe com a estrutura que propicia que uma grande parte dos cotista do FGTS possam receber recursos ou subsídio para adquirir a casa própria. 86% dos cotistas do FGTS ganham menos do que quatro salários mínimos. E é aí que está o déficit habitacional brasileiro”, afirmou.

A decisão do STF, portanto, é aguardada com grande expectativa por diversos setores da sociedade, principalmente por aqueles que sonham com a casa própria e atualmente dependem das condições facilitadas oferecidas pelo fundo. Continuaremos acompanhando as deliberações e seus desdobramentos.

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Gabriela Ferraz Camargo

Autor

Gabriela Ferraz Camargo

Gabriela Ferraz Camargo é bacharel em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e atualmente cursa Publicidade e Propaganda na ESAMC (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação). No portal Seu Crédito Digital, atua como redatora com foco em temas de interesse público, programas sociais, consumo e cotidiano. Sua formação multidisciplinar contribui para a criação de conteúdos claros, úteis e bem estruturados, que ajudam os leitores a tomar decisões mais conscientes no dia a dia.

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