Nova pesquisa aborda o rendimento-hora dos trabalhadores brasileiros; veja os valores
Novo estudo divulgado pelo IBGE trata sobre o rendimento dos trabalhadores brasileiros e escancara desigualdades. Saiba mais!
Por Rafaela Medolago
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Síntese de Indicadores Sociais nesta semana. Um dos pontos tratados se refere ao rendimento-hora dos trabalhadores brasileiros no último ano. Sob esta perspectiva, é possível notar a diferença entre brancos e negros e entre homens e mulheres.
De acordo com dados da pesquisa, a desigualdade entre brancos e negros é vista em todos os diferentes níveis de instrução. Ao considerar o total, a diferença chega a 61,4%. Ou seja, os trabalhadores brancos têm um rendimento 61,4% maior do que os trabalhadores pretos e pardos.
Quer ler o resto da materia?
Clique no botao abaixo para liberar o conteudo completo gratuitamente.
Rendimento dos trabalhadores entre brancos e negros
Em 2022, a população ocupada de cor ou raça branca (R$3.273) ganhava, em média, 64,2% mais do que as de cor ou raça preta ou parda (R$1.994). Já os homens (R$2.838) contavam com 27% mais que as mulheres (R$2.235).
No entanto, é importante ressaltar que o rendimento médio das mulheres brancas (R$2.858) superava o dos homens pretos ou pardos (R$2.230). A pesquisa mostra os diferentes resultados com base nos recortes de classe, raça e sexo.
Além disso, no mesmo período, os trabalhadores brancos recebiam rendimento-hora de R$ 20,0, o que corresponde a 61,4% maior que o da população de cor ou raça preta ou parda (R$12,4). Sob esta perspectiva, a desigualdade ocorria em qualquer nível de instrução.
Imagem: Gustavo Mello / shutterstock.com
Nível de ocupação entre homens e mulheres
No que se refere ao nível de ocupação dos trabalhadores, entre homens e mulheres, os principais resultados foram:
Homens: 63,3%;
Mulheres: 46,3%;
Homens com ensino superior completo: 84,2%;
Mulheres com ensino superior completo: 73,7%.
Em comparação às mulheres com ensino superior completo e as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto o nível de ocupação foi 3,1 vezes maior para o primeiro grupo. No período, este segundo grupo apresentava um nível de apenas 23,5%.