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Novas linhas de crédito para empresas afetadas pela tragédia no Rio Grande do Sul

Após enchentes, empresas do RS têm acesso a R$ 15 bi em linhas de crédito do BNDES para reconstrução e reaquisição de equipamentos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma importante medida para auxiliar as empresas afetadas pelas recentes enchentes no Rio Grande do Sul. O presidente da instituição, Aloizio Mercadante, revelou que a partir desta terça-feira (11), tais empresas poderão solicitar crédito por meio de linhas especiais criadas para auxiliá-las na recuperação dos graves prejuízos.

Este programa foi apresentado pelo próprio presidente do BNDES em uma coletiva de imprensa na última segunda-feira (10). Durante o anúncio, também foi informado que seis grandes bancos regionais e cooperativas de crédito se uniram à iniciativa, assegurando uma oferta mais abrangente e acessível a todas as empresas que necessitam de apoio.

Quais instituições financeiras estão envolvidas?

Notas de R$50 postas em cima de pilha de papeis representando dívidas
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Dentre as instituições que confirmaram adesão às novas linhas de crédito estão notáveis bancos de desenvolvimento regional, como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), juntamente com o Banrisul.

Além desses, participam também o Bradesco, bem como as cooperativas Cresol e Sicredi.

Como funciona o processo de solicitação de crédito?

De acordo com Mercadante, as propostas já podem ser recebidas pelas instituições financeiras participantes a partir desta terça-feira.

Os interessados devem se dirigir diretamente aos gerentes dos respectivos bancos para iniciar o processo de solicitação, o que promete acelerar a liberação dos fundos.

Detalhes das linhas de crédito disponíveis

Um montante de R$ 15 bilhões foi destinado pelo BNDES para apoiar as linhas de crédito. Estas estão divididas em três principais categorias: reaquisição de máquinas e equipamentos, reconstrução de estruturas danificadas e capital de giro.

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Empresários dos 70 municípios declarados em estado de calamidade pública poderão se beneficiar, desde que comprovem as perdas ocorridas devido às enchentes.

  • Máquinas e Equipamentos: Investimento máximo de R$ 300 milhões, com taxa mensal de 0,6%;
  • Reconstrução de Estruturas: Também com limite de R$ 300 milhões e uma taxa de 0,6% ao mês;
  • Capital de Giro: Até R$ 400 milhões disponíveis, com uma taxa mais elevada de 0,9% ao mês.

As avaliações do programa serão conduzidas semanalmente pelo governo, visando ajustar-se às necessidades emergentes das empresas e indivíduos afetados pelos eventos trágicos.

É crucial destacar que, além das grandes empresas, pessoas físicas como produtores rurais e transportadores também têm elegibilidade para solicitar o crédito. Este esforço conjunto visa promover uma rápida recuperação econômica da região afetada.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com