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Rodovias viram quebra-cabeça: nova regra de farol gera dúvida sobre quando ligar luzes

As novas regras do farol baixo mudam a obrigatoriedade em rodovias simples e duplicadas. Veja o que muda, multas e como evitar infrações no trânsito.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Rodovias

A atualização das normas de trânsito sobre o uso do farol baixo nas rodovias brasileiras trouxe mudanças importantes que afetam diretamente o dia a dia de motoristas em todo o país. A legislação, que já havia passado por alterações nos últimos anos, ganha agora diretrizes ainda mais específicas para rodovias de pista simples e duplicadas, com o objetivo de reforçar a segurança e reduzir acidentes causados pela baixa visibilidade.

A seguir, Mel, você confere um especial completo, em tom jornalístico, explicando tudo que muda, quando o farol é obrigatório, por que a regra foi criada e como evitar multas.

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A importância do farol baixo nas rodovias

O farol baixo sempre foi um aliado crucial para a segurança viária. Além de melhorar a visibilidade do próprio motorista, ele torna o veículo mais visível para quem trafega no sentido contrário ou à frente — algo especialmente relevante em rodovias com tráfego intenso e grandes variações de luminosidade.

Estudos de órgãos de trânsito mostram que luzes acesas durante o dia reduzem em até 40% o risco de colisões frontais. Por isso, ao longo dos anos, diversas leis tentaram padronizar o uso do farol nas estradas, mas nunca sem polêmicas.

O que dizia a regra anterior

Até então, a Lei nº 14.071/2020 estabelecia que o uso do farol baixo durante o dia era obrigatório apenas em rodovias de pista simples fora da área urbana.

Isso significava que:

  • Em pistas simples, o farol baixo precisava estar ligado o tempo todo.
  • Em pistas duplicadas, o uso não era obrigatório — mas recomendado pelos especialistas.
  • Em áreas urbanas, a obrigatoriedade também não se aplicava.

O modelo gerou dúvidas entre motoristas, especialmente quando uma estrada alternava trechos simples e duplicados em poucos quilômetros.

O que muda com a nova legislação

A nova regra torna o uso do farol ainda mais rígido e dividido por tipo de rodovia. O foco é aumentar a segurança e diminuir colisões, especialmente nas pistas simples.

Como fica a obrigatoriedade nas pistas simples

As motoristas que trafegam em rodovias simples agora devem manter o farol baixo ligado o tempo todo, tanto de dia quanto à noite, independentemente das condições climáticas.

Isso significa:

  • Sol forte → farol ligado
  • Céu limpo → farol ligado
  • Dia nublado → farol ligado
  • Estrada vazia → farol ligado

Não há exceções.

A decisão considera que pistas simples permitem o tráfego em sentidos opostos sem barreira física, o que aumenta o risco de colisões frontais — o tipo de acidente mais letal no país.

Regras para pistas duplicadas

Já nas pistas duplicadas, a obrigatoriedade é suavizada, mas continua existindo em situações específicas.

Condições que exigem farol baixo na pista duplicada

O farol deve ser acionado quando houver:

Chuva

Mesmo chuva leve reduz a visibilidade do veículo da frente.

Neblina

Um dos cenários mais perigosos das estradas brasileiras.

Fumaça

Comum em períodos de queimadas, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste.

Túneis

Mesmo quando iluminados, túneis exigem iluminação ativa.

Situações gerais de má visibilidade

Qualquer condição que dificulte a visão do motorista ou do fluxo à frente.

Nesse caso, apesar de não ser obrigatório o uso constante durante o dia, os motoristas precisam agir com maior atenção às mudanças climáticas.

Por que as regras mudaram?

O objetivo principal é reduzir acidentes graves.
Dados das polícias rodoviárias mostram que grande parte das colisões ocorre em trechos não duplicados, onde a visibilidade é determinante para evitar batidas frontais.

Outra motivação é padronizar práticas de segurança amplamente usadas em outros países, onde faróis acesos durante o dia são comuns.

Multas e penalidades

O descumprimento das novas regras é considerado infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A penalidade inclui:

  • Multa de R$ 130,16
  • Acréscimo de 4 pontos na CNH

A infração pode ser registrada tanto por agentes quanto por sistemas de videomonitoramento, que já são comuns em diversas rodovias estaduais e federais.

Como o motorista deve agir na prática

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Identificar o tipo de pista

Uma das maiores dificuldades será distinguir rapidamente se a pista é simples ou duplicada, especialmente em trechos onde o modelo muda.
A orientação é observar:

  • A existência de barreira física entre os sentidos
  • Placas de sinalização
  • Faixas de divisão da pista

Pistas simples não possuem barreira central.
Pistas duplicadas têm mureta, canteiro ou algum tipo de separação.

Criar o hábito do farol ligado

Assim como aconteceu com o uso obrigatório do cinto de segurança, será necessário criar um hábito automático.
Especialistas recomendam:

  • Ligar o farol assim que entrar na rodovia
  • Usar carros com função “DRL” (luz diurna), quando permitido pela lei
  • Revisar regularmente o sistema de iluminação do veículo

Atenção redobrada ao clima

Em pistas duplicadas, o motorista tem a responsabilidade de reagir rapidamente às mudanças de visibilidade.

Situações que exigem atenção imediata

  • Neblina repentina
  • Tempestades de verão
  • Trechos com fumaça de queimadas
  • Passagens por túneis
  • Cenários de engarrafamento sob chuva

Ignorar essas condições poderá resultar em multa, além de aumentar o risco de sinistros.

Impacto para motoristas profissionais

Caminhoneiros, motoristas de ônibus e condutores que realizam longas viagens serão diretamente afetados. Para eles, a recomendação é padronizar o uso do farol baixo durante todo o trajeto, independentemente do tipo de pista, como prática preventiva.

Empresas de transporte deverão reforçar orientações internas e adaptar treinamentos.

Benefícios esperados

Entre os resultados esperados, destacam-se:

  • Redução de colisões frontais
  • Maior visibilidade em ultrapassagens
  • Diminuição de riscos em condições climáticas adversas
  • Menos acidentes por desatenção ou surpresa

A expectativa é que, assim como aconteceu com outras medidas de segurança, o uso constante do farol torne a rodovia um ambiente mais previsível para todos.

Conclusão

As novas regras sobre o uso do farol baixo pretendem tornar as estradas brasileiras mais seguras, especialmente em trechos de pista simples, onde o risco de acidentes é maior. Para os motoristas, será fundamental adotar novos hábitos, prestar atenção ao tipo de rodovia e se manter atento às condições de visibilidade. O uso correto do farol, além de evitar multas, pode salvar vidas.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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