O novo ensino médio é um assunto muito polêmico, visto que altera as matérias convencionais deste período escolar. Devido às críticas ao novo modelo, na última quinta-feira (9), o MEC (Ministério da Educação) abriu uma consulta pública para que as pessoas avaliem o modelo.
Novo ensino médio: entenda a polêmica e o que pode mudar
Entenda os escândalos envolvendo o novo ensino médio e quais são as mudanças neste modelo que está sendo implementado.
Vale destacar que o novo ensino médio foi apresentado em 2017 e desde então vem sendo implementado de forma gradual nas escolas.
Esse tipo de ensino traz mudanças na distribuição das disciplinas e permite que os estudantes escolham quais matérias desejam cursar.
Contudo, na prática, especialmente nas escolas públicas, a dinâmica de escolher as matérias eletivas tem causado conflitos. Assim, ao Metrópoles, estudantes da rede pública de ensino afirmaram que não existe um padrão entre as escolas.
O que muda no novo ensino médio?
Como dito acima, uma das principais mudanças é a distribuição de disciplinas. Assim, as matérias de Português, Biologia e Matemática, por exemplo, agora são agrupadas em áreas de conhecimento.
Portanto, Química, Biologia e Física se tornaram Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Por outro lado, História, Filosofia e Sociologia são Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, e assim por diante.
Outra grande mudança é que os alunos conseguem escolher matérias conforme os interesses pessoais de cada um. Ou seja, é possível incluir na grade curricular disciplinas que cada um deseja se aprofundar.
Sendo assim, fica claro que o objetivo do novo modelo é preparar os estudantes para o mercado de trabalho. Vale destacar que o modelo anterior focava em preparar os alunos para o ensino superior.
Reclamações dos estudantes
O que chamou a atenção dos alunos neste novo modelo foi a possibilidade de escolher as matérias de interesse pessoal. Entretanto, as formas que as escolas têm definido isso são muito diferentes, por exemplo, por meio de:
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- formulários online;
- por escolha dos professores;
- ou por sorteio.
Desse modo, pode-se notar que não há um padrão definido, de acordo com o relato dos estudantes ao Metrópoles. Os professores também destacaram que a falta de um modelo uniforme pode potencializar a desigualdade entre os alunos de cada instituição.
Outra questão importante é o espaço físico, já que com a oferta de mais aulas os alunos vão para salas diferentes, o que pode ser problemático em escolas menores, por exemplo.
Sendo assim, utilizar a pesquisa pública é uma ideia do MEC para aprimorar o novo ensino médio em todas as escolas brasileiras. Nessa pesquisa, além da opinião pública, a opinião de pesquisadores, jornalistas, especialistas e universitários também será considerada.
Imagem: Guilherme C / Shutterstock- Edição: Seu Crédito Digital
