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Novo golpe está pegando usuários do Facebook de surpresa

A ferramenta, que ficou dias no ar, roubava cookies de sessões ativas e informações do navegador do usuário.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Mãos de uma pessoa usando celular com aplicativo do Facebook. Ao fundo, tela de notebook com o site do Facebook aberto.

Criado para facilitar a resolução de questionamentos na internet, o ChatGPT se tornou popular e quem também gostou da ferramenta foram os criminosos do mundo digital. Dessa forma, os golpistas utilizam uma extensão falsa do Chrome para roubar contas do Facebook.

Nesse sentido, o novo golpe foi descoberto pela empresa de cibersegurança Guardio Labs. De acordo com a companhia, o ChatGPT foi usado em diversas fraudes pelos criminosos. A ferramenta foi divulgada em postagens pagas na rede social.

Como acontecia o golpe? 

O serviço de inteligência artificial, ao entregar as respostas pesquisadas, também coletava informações do navegador e roubava cookies de sessões ativas. Nesse sentido, os criminosos utilizavam técnicas avançadas para assumir o controle dos perfis do Facebook. A extensão do ChatGPT era promovida nas páginas da própria rede social.

Como consequência, os golpistas conseguiam manter acesso total aos perfis roubados através de dois aplicativos falsos, o portal e o msg_kig. Com o uso deles, o roubo das contas era facilitado, segundo informou o The Hacker News.

Contas comerciais foram as mais atingidas

A ferramenta falsa atingiu duas mil instalações através da divulgação realizada pelo Facebook, do dia 3 de março até o dia 9. Por fim, foi descoberta e retirada do ar.

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Para Nati Tal, pesquisador da Guardio Labs, é comum, em golpes como esses, os criminosos se apropriarem dos dados e venderem pelo maior valor. Mas, durante as investigações desse caso, foi notado que os golpistas deram preferência por contas profissionais da rede.

“Com essa abordagem, a campanha pode continuar se propagando com seu próprio exército de contas de bot sequestradas no Facebook, publicando mais postagens patrocinadas e outras atividades sociais em nome dos perfis de suas vítimas e gastando créditos em dinheiro de contas comerciais”, aponta Nati Tal.

Imagem: Chinnapong/shutterstock

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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