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Contribuição do MEI sobe com aumento do salário mínimo em 2026; veja quanto pagar

Saiba quanto o MEI e o MEI Caminhoneiro pagarão em 2026 com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 e entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
MEI

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta quarta-feira (10) o novo valor do salário mínimo que entrará em vigor em janeiro de 2026. O montante será reajustado para R$ 1.621, refletindo a inflação acumulada nos últimos 12 meses. O aumento impacta diretamente a contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI), incluindo o MEI Caminhoneiro, alertou o Sebrae.

Os novos valores começarão a aparecer nos boletos do DAS-MEI com vencimento em 20 de fevereiro de 2026, correspondentes ao mês de janeiro. Ademais, de acordo com o Sebrae, as contribuições mensais passarão a ficar entre oitenta e dois reais e cinco centavos ou oitenta e sete reais e cinco centavos, variando conforme o tipo de atividade desempenhada pelo microempreendedor.

Reajuste do salário mínimo e seus efeitos

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Atividade do MEIContribuição mensal (R$)
Comércio e Indústria82,05
Serviços86,05
Comércio e Serviços87,05

Valor da contribuição do MEI Caminhoneiro em 2026

O MEI Caminhoneiro possui um tratamento diferenciado. Para essa categoria, a contribuição ao INSS é de 12% do salário mínimo, diferente dos 5% aplicados aos demais microempreendedores.

Com o novo salário mínimo de R$ 1.621, a contribuição previdenciária passa a ser de R$ 194,52. Mantidos os valores fixos de ICMS (R$ 1) e ISS (R$ 5), o total da contribuição varia entre:

Tipo de transporte / produtoContribuição mensal (R$)
Básico202,42
Variável207,42

Segundo o Sebrae, essa variação depende do tipo de produto transportado e do local de destino.

Limite de faturamento

O modelo de tributação do MEI prevê recolhimento fixo mensal, independente do faturamento, desde que a receita anual se mantenha dentro do limite legal de R$ 81 mil. O Sebrae destaca que, enquanto o teto de enquadramento não for alterado, o regime continuará seguindo as mesmas regras estruturais já aplicadas.

Benefícios previdenciários

  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio-doença
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte
  • Aposentadoria por idade
  • Auxílio-reclusão destinado aos dependentes

O Sebrae alerta que alguns desses benefícios exigem períodos de carência específicos, de acordo com as regras previdenciárias vigentes.

Impacto do reajuste e atenção do empreendedor

O reajuste do salário mínimo atualiza automaticamente as contribuições. Por isso, é fundamental que os microempreendedores fiquem atentos aos novos valores para evitar atrasos, multas e irregularidades fiscais.

Mesmo quando o MEI não estiver exercendo atividades, o boleto mensal deve ser pago, pois a contribuição garante acesso aos benefícios previdenciários e mantém a regularidade cadastral da empresa.

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FAQ – Perguntas frequentes

Qual o valor do DAS para o MEI Caminhoneiro em 2026?
A contribuição total ficará entre R$ 202,42 e R$ 207,42, dependendo do tipo de transporte e produto.

O limite de faturamento mudou em 2026?
Não, continua em R$ 81 mil por ano.

Quais benefícios previdenciários o MEI tem direito?
Aposentadoria por idade e invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão para dependentes, desde que o DAS esteja em dia.

Considerações finais

O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 traz impacto direto para os microempreendedores individuais, ajustando automaticamente a contribuição do DAS-MEI. Com valores que variam conforme a atividade, é fundamental que o MEI e o MEI Caminhoneiro fiquem atentos ao pagamento regular, garantindo a manutenção da regularidade fiscal e o acesso aos benefícios previdenciários.

O Sebrae reforça que, mesmo em períodos sem faturamento, o pagamento do DAS-MEI é indispensável para preservar a condição de microempreendedor formalizado e evitar multas ou pendências cadastrais. Além disso, o limite de faturamento permanece em R$ 81 mil, mantendo a estabilidade do regime e a previsibilidade para o planejamento financeiro dos empreendedores.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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