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Nubank entra na fase final da disputa por banco português no Brasil

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 5 min de leitura
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O Nubank deu mais um passo em sua estratégia de expansão no sistema financeiro brasileiro. A fintech está entre os finalistas na disputa pela compra da operação brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco estatal de Portugal, em um movimento que pode acelerar a obtenção de uma licença bancária completa no país.

Embora nenhuma decisão tenha sido anunciada oficialmente, fontes do mercado afirmam que a empresa apresentou uma proposta vinculante na fase final do processo de venda da instituição portuguesa. Caso o negócio seja concluído, o Nubank poderá reforçar sua estrutura regulatória sem precisar aguardar todo o processo de obtenção de uma nova licença junto ao Banco Central.

A operação chama atenção porque ocorre em um momento de mudanças regulatórias para instituições financeiras digitais e pode representar um novo capítulo na expansão do maior banco digital da América Latina.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Nos últimos meses, o Nubank já havia informado ao mercado que analisava alternativas para obter uma licença bancária no Brasil.

Entre as possibilidades estudadas estavam:

  • solicitar uma nova licença ao Banco Central;
  • adquirir uma instituição financeira já autorizada a operar.

A segunda opção costuma ser considerada mais rápida, já que permite aproveitar a estrutura regulatória existente, desde que a operação seja aprovada pelos órgãos competentes.

Segundo declarações anteriores do fundador e CEO global, David Vélez, o interesse estaria concentrado principalmente na licença de funcionamento, e não necessariamente na carteira de clientes ou nas operações de crédito da instituição adquirida.

O que está sendo vendido?

O ativo colocado à venda é a unidade brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco controlado pelo governo português.

O processo faz parte de uma estratégia de desestatização conduzida por Portugal.

De acordo com informações publicadas pela imprensa especializada, o governo português pretende arrecadar cerca de R$ 250 milhões com a operação, embora parte relevante desse valor envolva a assunção de obrigações financeiras da instituição.

Quem participa da disputa?

Além do Nubank, outros grupos ligados ao mercado financeiro apresentaram propostas.

Entre eles estão:

  • MD Capital;
  • Garantia Capital.

O grupo Sputnik também participou das etapas iniciais do processo, mas não há confirmação de que tenha apresentado proposta final.

Quem são os concorrentes?

MD Capital

A gestora foi criada por executivos com longa experiência no sistema bancário brasileiro, incluindo ex-dirigentes do Bradesco.

Garantia Capital

A empresa reúne profissionais conhecidos do mercado financeiro, com atuação em bancos de investimento, operações estruturadas e gestão de ativos.

Segundo analistas, esses concorrentes possuem perfil mais voltado para aproveitar os ativos financeiros existentes da operação brasileira da CGD.

O que torna a operação estratégica para o Nubank?

O principal interesse pode estar na autorização para funcionamento como banco.

Nos últimos anos, o Banco Central reforçou as exigências regulatórias para instituições financeiras.

Além disso, regras recentes relacionadas ao uso da palavra “bank” por empresas sem licença bancária completa aumentaram a importância de uma solução rápida para adequação regulatória.

Nesse contexto, adquirir uma instituição já autorizada pode representar um caminho mais eficiente do que iniciar um novo processo do zero.

O Nubank ficará com toda a carteira do banco?

Não necessariamente.

David Vélez já afirmou anteriormente que, caso a fintech adquirisse uma instituição financeira, o objetivo principal seria aproveitar sua estrutura regulatória.

Entretanto, a unidade brasileira da Caixa Geral de Depósitos possui operações próprias.

Segundo dados divulgados pelo mercado, a instituição reúne aproximadamente:

  • R$ 1,9 bilhão em ativos;
  • cerca de R$ 860 milhões em operações de crédito e outros ativos financeiros.

Entre esses ativos existem operações consideradas mais complexas, que poderão ser analisadas cuidadosamente durante a negociação.

O que muda para os clientes do Nubank?

Neste momento, nada muda para quem utiliza os serviços da instituição.

O próprio Nubank informou que continua avaliando diferentes alternativas para ampliar sua atuação e que ainda não existe decisão definitiva sobre qualquer aquisição.

Como empresa de capital aberto, a fintech afirmou que comunicará oficialmente ao mercado caso algum acordo relevante seja fechado.

A compra depende de aprovação?

Sim.

Mesmo que as partes cheguem a um acordo comercial, operações desse tipo costumam passar por diferentes etapas regulatórias.

Dependendo da estrutura da transação, poderão ser necessárias autorizações de órgãos como:

  • Banco Central;
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), quando aplicável;
  • autoridades portuguesas responsáveis pelo processo de desestatização.

Somente após essas aprovações a aquisição poderá ser efetivada.

O Nubank continua crescendo no Brasil

Desde sua criação, o Nubank expandiu significativamente sua presença no mercado financeiro brasileiro.

Hoje, a instituição oferece uma ampla gama de produtos, incluindo:

  • conta digital;
  • cartões de crédito;
  • empréstimos;
  • investimentos;
  • seguros;
  • serviços para pequenas empresas.

Além do Brasil, o grupo também atua em mercados como México e Colômbia, reforçando sua estratégia de expansão na América Latina.

O que esperar dos próximos passos?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A expectativa agora é pela análise das propostas apresentadas pelos interessados.

Caso o Nubank seja escolhido para seguir com a negociação, ainda haverá etapas de diligência, definição contratual e aprovação regulatória antes da conclusão do negócio.

Enquanto isso, clientes da instituição podem continuar utilizando normalmente todos os serviços oferecidos, já que a possível aquisição não altera, por enquanto, o funcionamento das contas, cartões ou demais produtos.

Se confirmada, a compra poderá representar um importante passo estratégico para fortalecer a posição do Nubank no sistema financeiro brasileiro e ampliar sua capacidade de atuação em um mercado cada vez mais competitivo.

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