Nubank lança estudo sobre o avanço da digitalização no Brasil

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O Nubank, maior banco digital independente do mundo, divulga hoje seu segundo estudo aberto ao público. Desta vez, foi realizado um levantamento que analisa os padrões de uso de meios de pagamentos digitais realizados por clientes da instituição no Brasil, de agosto de 2017 a agosto de 2020, trazendo um retrato exclusivo da influência da COVID-19 neste processo.

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Retrato da pandemia

O estudo aponta que houve uma inversão nos gastos do cartão de crédito feitos no ambiente online e presencial e que a pandemia antecipou em três anos o desembolso realizado no cartão de crédito com compras online. 

Isso porque, com base no crescimento de 9% nas compras online ocorrido entre 2018 e 2019, a projeção para abril de 2020 era de que esses gastos representassem cerca de 34% dos gastos totais no cartão de crédito. Em função do impacto da pandemia do novo coronavírus, o número chegou a 45%. Em outras palavras: o percentual de gastos com compras online no cartão de crédito observado em abril de 2020 era esperado apenas para 2023, se não fosse pela COVID-19.

Houve também um aumento no uso do cartão de crédito virtual — usado exclusivamente no ambiente online. Nos sete primeiros meses de pandemia no Brasil, de fevereiro a agosto, o total de gastos com cartão virtual do Nubank passou de 29,8% para 35,7%. Ao lado disso, identificou-se também um aumento do uso do cartão de crédito para pagamentos por aproximação, que passou de 6,17% em fevereiro deste ano para 7,09% em agosto, em função da maior preocupação do brasileiro com a saúde neste período.

Gastos por categoria

Como já era esperado em função do lockdown, as compras online realizadas no cartão de crédito relacionadas a viagens e itens de lazer caíram 13.4p.p, bem como as referentes a aplicativos de transporte, que tiveram queda de de 7.9p.p. Por outro lado, houve um aumento na participação de outras categorias: de 9.4p.p nas compras online de serviços como streaming, 4p.p em produtos eletrônicos, 3.1p.p em delivery de restaurantes e 1.3p.p em itens de vestuário.

É interessante também observar uma particularidade do momento atual: o incremento de mais de 10p.p na composição total dos gastos presenciais com cartão de crédito em supermercados nos três primeiros meses de quarentena no país. A participação média passou de 18,8% entre março e maio de 2019 para 29,9% no mesmo período de 2020. Uma hipótese para esse comportamento é a necessidade de circulação, ainda que mínima, de ir ao supermercado, aliada a demanda imediata por alimentos e medicamentos, sobretudo no início da pandemia, quando os prazos de envio podiam ser maiores — bem como a restrição logística para entregas em algumas regiões do país.

O estudo completo do Data Nubank está disponível no blog da empresa.

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Imagem: Julio Ricco / Shutterstock.com

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