O Nubank, uma das maiores fintechs da América Latina, anunciou mudanças significativas no seu modelo de trabalho, gerando debate interno e reações de funcionários. A empresa passará de um modelo 100% remoto para o modelo híbrido, exigindo dois dias presenciais por semana a partir de junho de 2026, e três dias a partir de janeiro de 2027.
CEO do Nubank diz que deveria ter mudado modelo de trabalho antes e que híbrido é o melhor
Nubank vai adotar modelo híbrido, exigindo dois dias presenciais em 2026 e três em 2027, visando inovação, criatividade e produtividade.
A decisão foi comunicada pelo fundador e CEO David Vélez, que explicou os motivos estratégicos por trás da medida, ressaltando a importância do trabalho presencial para criatividade, inovação e desenvolvimento da cultura interna.
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Motivos para a mudança no modelo de trabalho
David Vélez afirmou que a fintech deveria ter feito a mudança anteriormente, destacando que a flexibilidade do híbrido permite o equilíbrio entre presença física e trabalho remoto.
Hibridismo: melhor dos dois mundos
Segundo Vélez, o modelo híbrido combina os benefícios do remoto, como flexibilidade e redução de deslocamento, com a necessidade de interação presencial, fundamental para:
- Criatividade: reuniões presenciais estimulam brainstorming e soluções inovadoras;
- Inovação: desenvolvimento de produtos exige colaboração direta;
- Produtividade: equipes fisicamente juntas podem acelerar decisões;
- Cultura organizacional: contato direto fortalece os valores da empresa;
- Agilidade operacional: decisões e projetos fluem mais rápido com interação física.
O CEO ainda destacou que o trabalho 100% remoto, adotado durante a pandemia, dificultou a manutenção da cultura inicial do Nubank e a construção de produtos de forma colaborativa.
Planejamento do híbrido no Nubank
A fintech implementou um cronograma gradual para adaptação ao novo modelo:
- Junho de 2026: exigência de dois dias presenciais por semana;
- Janeiro de 2027: aumento para três dias presenciais por semana.
Além disso, o Nubank oferece flexibilidades para facilitar a adaptação:
- Escolha do escritório de preferência;
- Prazo de oito meses para ajustes;
- Ajuda de custo para mudança de cidade, se necessário.
Apesar das medidas, a decisão gerou descontentamento em parte dos funcionários, com críticas por canais internos e algumas demissões. O sindicato dos bancários também entrou em debate, discutindo impactos e condições de trabalho.
Estrutura física e expansão do Nubank
A sede em São Paulo já enfrenta limitações de espaço para todos os funcionários. Para resolver essa questão, a empresa planeja:
- Expansão da sede em São Paulo;
- Abertura de novos escritórios em Campinas e Belo Horizonte.
A presidente do Nubank no Brasil, Livia Chanes, afirmou que essas medidas são fundamentais para acomodar os times e garantir a operação eficiente do modelo híbrido, mantendo o engajamento dos colaboradores e a colaboração entre equipes.
Repercussão entre funcionários
A mudança de modelo gerou polêmica interna, principalmente entre os colaboradores acostumados ao trabalho remoto. As principais reclamações incluem:
- Dificuldade de ajustar rotina pessoal e profissional;
- Impactos logísticos, como deslocamento e horários;
- Percepção de perda de autonomia;
- Preocupação com a cultura corporativa em um ambiente híbrido.
O Nubank, por sua vez, reforça que o modelo híbrido visa equilibrar flexibilidade e necessidade de interação física, sendo considerado estratégico para manutenção da inovação e da produtividade.
Posicionamento de David Vélez sobre a mudança
O CEO destacou que trabalhar presencialmente contribui para soluções criativas e acelera o desenvolvimento de produtos. Vélez afirmou:
“A criação e invenção acontecem quando há muitas pessoas em uma sala, pensando em problemas, ideias e projetos.”
Ele ainda relembrou que o Nubank iniciou suas operações com times totalmente presenciais, e grande parte da agilidade inicial foi perdida durante a fase de trabalho remoto total.
O modelo híbrido, portanto, é visto como uma retomada da dinâmica de colaboração, permitindo encontros estratégicos entre equipes, sem eliminar a flexibilidade de home office.
Controvérsias sobre contratações recentes
Além da mudança de modelo de trabalho, o Nubank enfrentou críticas relacionadas à contratação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por ter saído do setor regulador para o regulado em curto período.
David Vélez esclareceu que Campos Neto passou por um período de “garden leave”, afastamento regulamentar antes de assumir o cargo, e que a prática é comum no Brasil e internacionalmente.
O CEO elogiou o conhecimento técnico do ex-banqueiro, destacando sua expertise em:
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- Macroeconomia;
- Regulação bancária e financeira;
- Tecnologia aplicada ao setor financeiro.
Vélez destacou ainda que Campos Neto considerou outras opções antes de se decidir pelo Nubank, demonstrando a transparência do processo de contratação.
Impactos estratégicos da mudança
A adoção do modelo híbrido reflete tendências globais de trabalho e visa equilibrar:
- Eficiência operacional;
- Retenção de talentos;
- Cultura corporativa sólida;
- Inovação contínua;
- Engajamento das equipes.
Empresas de tecnologia em todo o mundo têm adotado modelos híbridos, considerando que a presença física estimula a interação espontânea, fator crítico para a inovação e criação de produtos disruptivos.
Benefícios do modelo híbrido
- Flexibilidade para funcionários: home office reduz tempo de deslocamento;
- Colaboração presencial: reuniões e workshops geram ideias mais rapidamente;
- Cultura empresarial: encontros presenciais fortalecem valores e identidade corporativa;
- Produtividade equilibrada: combina autonomia e supervisão direta;
- Redução de atrito organizacional: problemas são resolvidos com mais agilidade presencialmente.
Desafios do modelo híbrido
Apesar dos benefícios, o híbrido também traz desafios que exigem atenção da empresa:
- Gerenciamento de agendas e equipes distribuídas;
- Infraestrutura adequada nos escritórios;
- Adaptação da cultura organizacional ao novo ritmo;
- Manutenção de comunicação eficiente entre times remotos e presenciais;
- Equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida dos colaboradores.
O Nubank busca mitigar esses desafios com prazos longos de adaptação e suporte logístico, além de investir em expansão de escritórios.
Perspectivas para 2026 e 2027
Com a implementação gradual, o Nubank espera que o modelo híbrido se torne referência no setor fintech, equilibrando inovação, criatividade e produtividade. A expectativa é que os colaboradores consigam se adaptar às mudanças de forma organizada, mantendo os valores da empresa e fortalecendo a cultura de colaboração.
A expansão dos escritórios e o aumento de dias presenciais refletem uma tendência global de trabalho híbrido sustentável, considerando tanto necessidades operacionais quanto expectativas dos funcionários.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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