O Nubank, uma das maiores instituições financeiras digitais da América Latina, anunciou que vai iniciar a transição de seu modelo de trabalho remoto para um sistema híbrido a partir de 1º de julho de 2026. A medida marca uma mudança significativa na cultura corporativa do banco, que, desde a pandemia, manteve a maior parte de suas operações de forma remota.
Nubank anuncia modelo híbrido de trabalho a partir de julho de 2026
Nubank anunciou que adotará o modelo híbrido de trabalho a partir de julho de 2026, com retorno gradual dos funcionários aos escritórios.
De acordo com o comunicado interno assinado pelo fundador e CEO David Vélez, os colaboradores deverão comparecer aos escritórios pelo menos duas vezes por semana a partir de julho de 2026. A partir de janeiro de 2027, a frequência aumentará para três dias semanais. O plano, segundo a empresa, busca equilibrar conveniência individual e produtividade coletiva, preservando a cultura e o senso de pertencimento que caracterizam o Nubank desde sua fundação.
Transição gradual e plano de adaptação
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O comunicado enviado aos funcionários detalha que o processo de transição foi desenhado de forma gradual para reduzir impactos. O período de oito meses entre o anúncio e a implementação do novo modelo permitirá que os colaboradores se preparem para as mudanças de rotina.
O banco também se comprometeu a oferecer apoio logístico e financeiro a parte dos profissionais afetados pela alteração. Isso inclui assistência para realocação, além de extensões e exceções em casos específicos, como colaboradores que moram longe dos escritórios ou têm condições familiares que dificultam o deslocamento.
Novos escritórios e infraestrutura ampliada
Para facilitar a adaptação ao trabalho híbrido, o Nubank está construindo novos escritórios em diferentes cidades brasileiras e ampliando a infraestrutura dos já existentes. O objetivo é permitir que os funcionários tenham mais opções de locais de trabalho próximos às suas residências, reduzindo o tempo de deslocamento.
A decisão reforça o compromisso da empresa em manter um ambiente que combine colaboração presencial e flexibilidade digital, aspectos que foram fundamentais para o crescimento do banco ao longo da última década.
As três razões por trás da decisão
O CEO David Vélez explicou que a mudança para o modelo híbrido foi motivada por três razões principais: fortalecimento da cultura organizacional, estímulo à inovação e melhoria da produtividade coletiva.
Cultura e senso de pertencimento
De acordo com o executivo, o trabalho remoto em tempo integral trouxe ganhos de flexibilidade, mas também reduziu o contato humano entre equipes. Ele destacou que as interações por vídeo chamadas acabam tornando as conversas mais transacionais e menos criativas.
A convivência no ambiente físico, segundo ele, é essencial para reconstruir o senso de pertencimento e propósito compartilhado que foi determinante na trajetória de crescimento do Nubank. O banco, que começou como uma pequena startup em São Paulo, transformou-se em um dos maiores players do setor financeiro digital da América Latina, com presença em vários países da região.
Inovação acelerada pela presença física
Outro ponto enfatizado por Vélez é a inovação, considerada um dos pilares estratégicos da empresa. Segundo o CEO, muitas das ideias que levaram o Nubank a revolucionar o mercado financeiro nasceram em interações presenciais, quando equipes multidisciplinares colaboravam lado a lado.
Com o retorno parcial aos escritórios, a expectativa é de que o ambiente físico favoreça a troca espontânea de ideias, acelere a tomada de decisões e impulsione a criação de novos produtos e serviços.
Reforço da produtividade coletiva
O terceiro argumento apresentado pela liderança do Nubank diz respeito à produtividade coletiva. O trabalho remoto, embora eficiente para tarefas individuais, pode gerar perda de coordenação e reduzir a urgência nas entregas.
Ao reunir as equipes presencialmente alguns dias da semana, o banco pretende recalibrar a comunicação interna, aumentar a sinergia entre times e aprimorar a priorização de projetos.
Impacto na cultura corporativa do Nubank
A mudança representa um novo capítulo na cultura de trabalho do Nubank, que se destacou por sua postura inovadora e flexível desde sua fundação em 2013. Durante a pandemia, o modelo remoto foi rapidamente implementado, e muitos colaboradores se mudaram para outras cidades e estados, aproveitando a liberdade geográfica.
Com a retomada parcial das atividades presenciais, o banco busca preservar os aspectos positivos da flexibilidade, ao mesmo tempo em que recupera os benefícios do convívio presencial.
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Segundo o comunicado, o novo modelo não representa um retorno completo ao passado, mas sim uma evolução adaptada às novas dinâmicas do trabalho moderno.
FAQ
1. Quando o Nubank começará o modelo híbrido de trabalho?
A partir de 1º de julho de 2026, os funcionários deverão comparecer ao escritório duas vezes por semana.
2. Quando o número de dias presenciais aumentará?
A partir de janeiro de 2027, a presença será de três dias por semana.
3. O Nubank vai oferecer ajuda aos funcionários afetados pela mudança?
Sim. O banco informou que oferecerá apoio para realocação e políticas de exceção, dependendo do caso.
4. A decisão é definitiva?
Segundo o CEO David Vélez, trata-se de uma decisão planejada e ponderada, mas que poderá passar por ajustes conforme a empresa monitore os resultados do modelo híbrido.
5. O trabalho remoto será totalmente encerrado?
Não. O Nubank continuará permitindo parte das atividades em home office, dentro da estrutura do modelo híbrido.
Considerações finais
A transição do Nubank para o modelo híbrido de trabalho representa uma mudança estratégica importante na forma como a empresa enxerga o futuro de suas operações e de sua cultura. O retorno gradual aos escritórios reforça a busca por inovação, colaboração e produtividade, sem abrir mão da flexibilidade que marcou a trajetória do banco digital.
A medida, embora desafiadora para parte dos colaboradores, indica que o Nubank está disposto a investir em um ambiente de trabalho mais equilibrado, capaz de sustentar o crescimento e a inovação nos próximos anos.
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